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Pagamento do 13º a aposentados vai injetar R$ 932 milhões na economia do ABC

Pagamento do 13º a aposentados vai injetar R$ 932 mi na economia do ABC
Segundo o INSS-SP, montante será pago a 462,4 mil pessoas em duas parcelas, a primeira na folha de agosto. Foto: Arquivo

O pagamento do 13º salá­rio a aposentados e pensionis­tas da Previdência Social deve injetar R$ 931,5 milhões na economia da região até o final deste ano. Desse montante, R$ 465,7 mi­lhões – refe­ren­tes à primeira parcela – serão pagos juntamente com o be­ne­fício de agosto e os demais, na folha de novembro.

Os dados foram divulgados pela superintendência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em São Paulo a pedido do Diário Regional e têm como base a folha de pagamento de maio. Ou seja, o valor pode variar até o final do ano, a medida que a Previdência conceder novas aposentadorias ou que benefícios existentes sejam extintos.

Segundo o INSS-SP, têm direito ao benefício nos sete municípios 341,4 mil aposentados e qua­se 121 mil pensionistas, que recebem vencimentos mensais de R$ 2.125 e R$ 1.704, respectivamente.

A estimativa não mensura o contingente de pessoas que passaram a receber o benefício depois de janeiro de 2018 e, por isso, receberão o 13º proporcional, nem o Imposto de Renda (IR), que será descontado juntamente com a segunda parcela.

O depósito da primeira parcela da gratificação será feito entre os dias 27 de agosto e 10 de setembro, juntamente com a folha de agosto.

Tem direito ao 13º quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário de apo­sentadoria, pensão por morte, salário-maternidade e auxílios doença, acidente e reclusão. No caso de auxílio-doença e salário-maternidade, o valor do abono natalino é propor­cional ao período recebido.

SONHOS

O presidente da Associa­ção Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Rei­nal­do Domingos, entende que o dinheiro do 13º salário deveria ser “poupado para a realização de sonhos” e lamenta que, na maioria dos casos, entre no orçamento, seja pa­ra pagar dívidas, seja para alimentar novas compras.

“O correto é não depender de valores extras para pagar as contas, mas sim utilizar o orçamento já existente. Apesar disso, boa parte da população ainda não é educada financeiramente. Portanto, o melhor a se fazer é ter conhecimento da situação financeira para tomar qualquer decisão”, afirmou Domingos, seja ela pagar dívidas, investir, comprar ou fazer reserva financeira.

O diretor de políticas pú­­blicas da Associação dos Aposentados e Pen­sionistas do ABC, Luís An­­tônio Ferreira Rodrigues, des­tacou que a realidade dos be­neficiários do INSS é bem diferente da ideal.

“Na maioria dos casos, o dinheiro do 13º será usado para o pagamento de dívidas, seja dos beneficiários, se­ja de seus familiares”, afirmou Rodrigues, ao destacar que o custo de vida para a terceira idade é elevado e que a crise econômica fez aumentar o número de desempregados que dependem da aposentadoria de seus ascendentes para sobreviver.

Para o diretor, a situação deve piorar no futuro, uma vez que o benefício inicial tende a cair nos próximos anos, principalmente nos centros urbanos, devido à redução do emprego fabril. “Além disso, cresceu o número de trabalhadores que anteciparam o pedido de aposentadoria para fugir da Reforma da Previdência, mesmo com as perdas no valor mensal decorrentes da aplicação do Fa­tor Previdenciário”, afirmou.

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