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Pagamento de auxílio emergencial só deve recomeçar em abril

Pagamento de auxílio só deve recomeçar em abril
Governo prevê que o benefício seja pago a 46 milhões de pessoas, 22 milhões a menos do que na 1ª rodada. Foto: Marcelo Camargo/ABr

O governo de Jair Bolsonaro se prepara para começar a pagar as primeiras parcelas da nova rodada do auxílio emergencial apenas na primeira semana de abril. Até agora, o governo traba­lhava para pagar ainda em março o benefício aos vulneráveis. Porém, a tendência, na prática, é que só haja condições técnicas de iniciar o pagamento em abril.

Os primeiros a receber se­rão os não beneficiários do Bolsa Família – que, na visão do gover­no, estão mais necessitados.

Ocorre que, entre os dias 18 e 30 de março, o governo começa a liberar os pagamentos do Bolsa Família e, segundo relato de técnicos do go­verno, não há como rodar duas folhas de pagamento ao mesmo tempo. Haveria portanto a janela de apenas um dia útil, 31, para dar início ao pagamento ainda em março, como era anunciado.

A expectativa de autoridades do governo é que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que concedeu autorização para o pagamento do benefício com teto total de R$ 44 bilhões para a nova rodada, seja promulgada pelo Congresso na próxima se­gun­da-feira (15), e que o presidente edite no dia seguinte as medidas provisórias com deta­lhes sobre as regras para receber o auxílio e sobre o crédito extraordinário para bancá-lo.

O desenho prevê quatro parcelas mensais de R$ 150 para famílias de uma pessoa só, de R$ 250 para a média das famílias e de R$ 375 para mulheres que são únicas provedoras da família.

O governo prevê que o benefício seja pago a cerca de 46 mi­lhões de pessoas, 22 milhões a menos que na primeira rodada (68 milhões). Só uma pessoa por família poderá recebê-lo.

O ministro da Cidadania, João Roma, quer evitar “balbúrdia” no pagamento do benefício e filas para saques nas agências da Caixa Econômica Federal. “É preciso serenidade e perícia, e evitar a balbúrdia”, disse Roma ao Estadão, ao ser questionado sobre o novo cronograma.

Segundo o ministro da Cidadania, houve revisões ao longo da pandemia para que a nova rodada contemple apenas quem precisa, depurando as bases de dados e extinguindo pagamentos indevidos e fraudes.

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