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Outubro Rosa: a hora do combate ao câncer de mama

“E agora? Na questão do câncer, a morte é certa?”, a pergunta feita por Claudia Monteiro Porto, psicóloga diagnosticada com câncer de mama em 2016, a seu médico é um questionamento que vive na mente de milhares de brasileiros. Esse debate se torna ainda mais rele­vante durante o Outubro Rosa.

O peso carregado pela palavra “câncer” é justificável. Só em 2020, 626.030 casos novos da doença foram estimados para serem diagnosticados em brasileiros pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). Entre as mulheres, o câncer de mama ain­da representa a maioria não só dos diagnósticos, mas também das estimativas.

Em um país onde são estimados 66.280 casos anuais de câncer de mama para a população feminina nos próximos dois anos, a necessidade de tornar acessíveis informações sobre a doença se mostra cada vez mais urgente. Por isso, campanhas como o Outubro Rosa são fundamentais para a população.

O Outubro Rosa também funciona como forma de compartilhar histórias sobre mu­lheres que superaram o câncer de mama. Mostrando que muitas vezes, a doença não se manifesta por meio de seus sintomas comuns ou que nem sempre o tratamento é incapacitante quanto se pensava.

“Estava com a requisição (da mamografia) na gaveta e não fui fazer”, conta Claudia Porto, psicóloga que enfrenta a doença. “Um dia fui tomar banho e senti uma área enrijecida na minha mama esquerda. Como eu fazia musculação, achava que era a musculatura corporal. Nunca senti dor ou incômodo, então fiz o exame e foi consta­tado (o tumor) na mamografia”, completa.

Martha Braga, oficial de justiça aposentada, relata que sua rotina não se alterou muito enquanto realizava o tratamento: “Não parei de trabalhar. Tirei a licença médica, e depois traba­lhava, fazia minhas coisas. Sexta-feira era dia de fazer a quimioterapia, eu fazia a quimioterapia e voltava a trabalhar na segunda ou terça-feira, quando eu estivesse melhor. Queria provar para mim mesma e para minha família que havia a possibilidade de eu continuar trabalhando”.

Outubro Rosa: a hora do  combate ao câncer de mama. Foto: Divulgação/ProGoods
Divulgação/ProGoods

REFORÇO DA CAMPANHA

Entretanto, mesmo com a campanha sendo amplamente divulgada mundialmente e histórias sobre curas ou remissões serem ouvidas com frequência, as taxas mundiais de morte por câncer de mama ainda estão em ascensão.

No Brasil, por exemplo, há alta na taxa de óbitos por câncer de mama na população feminina com idades entre 50 e 79 anos entre os anos 1990, ano da origem do Outubro Rosa, e 2018, de acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer). Os índices são ainda mais alarmantes quando se fala da população acima de 80 anos: em 2016, cerca de 120 a cada 100 mil mulheres morreram de câncer de mama, ele­vação de cerca de 50 casos a cada 100 mil se comparado com 1990.

“Acho que precisa ter uma conscientização maior. Queira ou não queira, o câncer de mama é o que mais afeta a mulher”, declara Martha sobre a campanha do Outubro Rosa. Nilza Portugal, secretária aposentada, reforça a importância da campanha, mas acredita que ainda tem pontos a melhorar: “É importante. Quanto mais você fala, quanto mais você mostra, quanto mais você divulga, melhor. Antigamente, não tinha nada disso. Já melhorou bastante, mas ainda pode melhorar um pouquinho”, pontua.

Não dispensando a necessidade de ir a consultas regulares e realizar a mamografia, o autoexame ainda é importante, pois permite que a mulher conheça seu corpo e perceba alterações na área das mamas com maior facilidade. (Fonte: ProGoods, farmácia especializada em medicamentos para pacientes em tratamento de câncer.)

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