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Oposição dá primeiro sinal de racha em Diadema

Josa pediu adiamento do projeto até a próxima sessão e não negou que o G12 começa a ruir. Foto: Arquivo A oposição em Diadema, formada por 12 dos 21 vereadores, deu na sessão de ontem (22) o primeiro sinal de que está prestes a se desfazer. Cinco parlamentares do G12, que votaram a favor de um projeto de autoria do vereador Josemundo Dario Queiroz, o Josa (PT), o qual modifica a lei que regulamenta as parcerias público-privadas e que não agrada ao governo, decidiram não aprovar a proposta em segunda votação e a propositura foi adiada.

Até segunda-feira (19), havia o entendimento de que todos os vereadores do bloco votariam pela aprovação do projeto, a exemplo do que havia ocorrido na primeira análise, quando apenas os parlamentares governistas rejeitaram a proposta. No entanto, logo que começou a sessão, era nítido o desconforto entre a oposição, especialmente entre os parlamentes do DEM e PPS, partidos que ajudaram a reeleger o prefeito Lauro Michels (PV) e migraram para a oposição logo após a posse.

Orientação

Nos primeiros minutos dos trabalhos, apenas os governistas acompanhavam a sessão, enquanto os outros vereadores reuniam-se e debatiam a votação do projeto de Josa. O presidente do PPS, José Carlos Gonçalves, esteve na Câmara durante quase toda a sessão e conversou com os parlamentares de seu partido.

“Não orientamos votos de vereadores, cada um tem a liberdade para votar como quiser. Aconselhamos que seja pedida vista do projeto, porque existem divergências, e assim conseguimos mais tempo para discutir”, afirmou. Gonçalves negou que houvesse racha no bloco, mas admitiu que continua debatendo com o governo o retorno à base. “O diálogo (com o governo) nunca foi interrompido”, pontuou.

Ciente de que não teria os votos necessários, Josa pediu adiamento do projeto até a próxima sessão e não negou que o G12 começa a ruir. “É uma questão de tempo. Adiei o projeto porque acho que na política a gente pode abrir mão de várias coisas, mas não de convicções, posições ideológicas e de acordo. Vou em busca de diálogo, onde a dissolução do bloco seja pela relação política, mas que todos os acordos feitos internamente sejam honrados”, destacou o petista.

Segundo Josa, houve acordo inclusive com os governistas – que acabaram votando contra a propositura na primeira apreciação – para sua aprovação. Líder de governo, Célio Lucas de Almeida, o Celio Boi (PSB), negou que houvesse acordo. “O governo entende que esse projeto vai travar as PPPs”, justificou.

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