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Número de reclamações na Black Friday deste ano já é 10,7% maior que o de 2019

Lojas físicas cederam espaço ao ecommerce na edição deste ano. Foto: Agência Brasil
Lojas físicas cederam espaço ao ecommerce na edição deste ano. Foto: Agência Brasil

Em uma Black Friday que prometia ser a mais digital da história, o consumidor aumentou o número de queixas em relação a descontos ofe­recidos no e-commerce e à entrega de produtos.

Desde as 12h de quarta-feira (25), o site Reclame Aqui monitora as reclamações de consu­midores em relação à data. De acordo com o site, até as 18h de ontem foram registradas 7.980 reclamações. O volume é 10,7% maior que o do mesmo período da edição anterior.

Entre os proble­mas apontados pelos consumidores, a propaganda enganosa lidera o ranking, com 27,1% do total, seguido de queixas contra problemas na finalização da compra (9,5%). Divergência de valores (8,8%), produto não recebido (8,8%) e produto indisponível (5,0%) também aparecem na lista.

Segundo o site, até as 6h de ontem, as lojas virtuais com maior número de reclama­ções são Americanas Marketplace (249), Kabum (164), Magazine Luiza (138), Casas Bahia (127) e Submarino Marketplace (117).
O Procon-SP tem em seu site espaço específico para quem tem problemas durante a data co­mer­cial. Das 280 queixas registradas até as 17h pelo site e pelo aplicativo do órgão de defesa do consumidor, 77 se referiam à maquiagem de desconto, ou seja, às ofertas irreais oferecidas sobre o preço do produto ou serviço.

Em seguida, aparecem 52 reclamações sobre produto­s ou serviços indisponíveis. Os con­sumidores também se quei­xa­ram sobre mudança de preço ao finalizar a compra, pedido cancelado após a finalização da compra e a demora ou não entrega.
Ainda de acordo com o órgão, a empresa que mais recebeu re­clamações é a B2W Companhia Digital (que reúne americanas.com, Submarino, Shoptime, Soubarato) com 27 queixas. Em se­guida, aparece Via Varejo (Casas Bahia, Pontofrio e Extra.com.br), com 19 queixas; Kabum e Magazine Luiza, com 18 cada.

Segundo o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez, a defesa do consumidor teve prioridade total na data. “Estamos atentos e as empresas que tentarem transformar essa data promocional em uma dor de cabeça para o consumidor serão punidas exem­plarmente”, avisou.

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