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Nova política da Petrobras permite rever preço de combustíveis todo dia

Petrobras acredita que consumidor será beneficiado. Foto:  Itamar Aguiar/Agência Freelancer/FolhapressPara tentar coibir importações de combustível, a Petrobras poderá promover reajustes diários nos preços de venda de suas refinarias, segundo a nova política de preços anunciada ontem (30).
A política tem por objetivo ampliar a frequência dos reajustes, que vinham sendo realizados, em média, uma vez por mês, e confere poder de decisão à gerência-executiva de marketing e comercialização de combustíveis.

Até agora, a definição era do grupo executivo formado pelo presidente Pedro Parente e pelos diretores Financeiro, Ivan Monteiro, e de Refino e Gás, Jorge Celestino. O grupo, agora, só intervirá se os reajustes acumularem mais de 7% para cima ou para baixo em um mês.

A partir de segunda-feira (3), não haverá mais anúncios de ajustes nos preços, que passarão a ser publicados no site da companhia.

O objetivo, segundo Monteiro, é acompanhar mais de perto as variações do mercado internacional e oferecer produtos mais competitivos aos clientes. “São as commodities mais líquidas que existem. Os preços variam intraday (durante o dia)”, disse.

Gasolina cai 5,9%

O último ajuste com a política anterior foi anunciado ontem: queda de 5,9% no preço da gasolina e de 4,8% no do diesel, vigorando a partir de hoje (1º). A estatal calcula que, se o repasse for integral, o preço da gasolina nas bombas cairá 2,4% (ou R$ 0,09 por litro) e o do diesel terá redução de 2,7% (R$ 0,08 por litro).

Desde outubro, a companhia mexeu oito vezes no preço da gasolina e nove no do diesel, quase todas para baixo. Mesmo assim, vem perdendo mercado para a importação por empresas privadas.

No primeiro quadrimestre, a produção das refinarias da Petrobras atingiu o menor nível da década, enquanto a fatia de produtos importados chegou perto de 20% das vendas de combustíveis no país.

Os executivos afirmaram que, mesmo após as mudanças, a política de preços não permitirá a venda de produtos com margem negativa, como nas administrações petistas, e que a estratégia de realizar ajustes mais frequentes será mantida mesmo em períodos de al­ta dos preços externos.

“Agora, mais do que nunca, os resultados da Petrobras estarão atrelados aos preços do petróleo”, escreveram os analistas Luiz Carvalho e Julia Ozenda, do UBS.

Monteiro entende que o consumidor será o principal beneficiado, uma vez que a nova política aumenta a competição com outros fornecedores.

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