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No Dia das Mães, isolamento no ABC foi o mais baixo para domingos desde 22 de março

No Dia das Mães, isolamento é o mais baixo para domingos desde 22 de março
Avenida dos Estados, em Santo André: sete prefeitos descartaram rodízio regional. Foto: Helber Aggio/PSA

No Dia das Mães, o ABC re­gistrou, no último domingo (10), as taxas de isolamento social mais baixas para fins de semana desde meados de março, segundo o sistema de monitoramento do governo do Estado baseado em dados de celular.

Ribeirão Pires foi, mais uma vez, o município do ABC com a maior taxa de isolamento, de 64%. Porém, o indicador é o mais baixo para um domingo desde 22 de março (63%).

Nos demais municípios do ABC, a adesão ao isolamento social ficou em 58% em Mauá, 54% em São Bernardo, 53% em Diadema e Santo André – também as taxas mais baixas para domingos desde 22 de março.

Em São Caetano, o isolamento social ficou em 51%, a menor medição para um domingo desde o início do sistema de monitoramento.

No Estado de São Paulo, o índice ficou em 53%.

Segundo o governador João Doria (PSDB), só será possível flexibilizar a quarentena após o término do período estendido, no final de maio, se o índice se mantiver acima de 55%.

Doria disse que não há lockdown previsto em São Paulo, mas se for preciso o governo do Estado não vai descartá-lo. “(O lockdown) de­pende do comportamento da pandemia, do número de leitos disponíveis e do isolamento social. Só faremos sob orientação expressa da área da medicina”, afirmou.

RODÍZIO DESCARTADO

Os sete prefeitos do ABC descartaram, neste momento, adotar rodízio de veículos na região como medida para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. O tema foi debatido durante assembleia do Consórcio Intermunicipal, realizada ontem (11), por meio de videoconferência.

A redução de frota do transporte coletivo segue em vigor, como medida para desestimular os deslocamentos, afirmou o presidente do Consórcio e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania).

“Os prefeitos decidiram não realizar o rodízio nos mesmos moldes adotados por São Paulo, pois o entendimento é de que podemos prejudicar os serviços essenciais nas sete cidades. Em março, o Consórcio foi o primeiro órgão do país a decidir a restrição ao transporte público, que segue mantida”, explicou Maranhão.

O presidente do colegiado regional ressaltou ainda que, devido à pandemia de co­vid-19, as decisões das prefeituras são dinâmicas e podem ser avaliadas se necessário.

O novo rodízio de veículos da Capital começou a valer ontem. Após quase dois meses suspensa por causa da pandemia do novo coronavírus, a restrição à circulação de veículos passa a funcionar em toda a cidade e pelo período de 24 horas, além de restringir ainda mais a quantidade de veículos por dia, para 50%.

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