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Nissan resiste às tendências e aposta na esportividade tradicional do novo Z

Nissan resiste às tendências e aposta na esportividade tradicional do novo Z
Linha do teto flui da frente para a traseira quadrada a fim de criar um perfil encontrado na primeira geração do Z, com a parte de trás ligeiramente mais baixa do que a altura do para-lama dianteiro, dando ao esportivo sua postura única. Foto: Divulgação

DANIEL DIAS
AutoMotrix

A Nissan apresentou globalmente a nova geração do espor­tivo Z, durante evento reali­zado em Nova Iorque, EUA. Em um momento no qual o mundo só fa­la em eletrificação e mobilida­de cons­ciente, a sétima geração do Z com­prova que os “esportivos-raiz” ainda têm vez, pois encontram eco em uma fiel legião de admiradores – e, no caso do Z, se traduzem em mais de 50 anos de paixão à emoção de dirigir.

O novo Z está programado para chegar às concessionárias dos EUA no primeiro semestre de 2022. Para o mercado brasileiro, nenhuma perspectividade de desembarque. A linha Z foi trazida para o país somente uma vez, em 2004, quando a Nissan necessi­tava de um “carro de imagem” para tentar cativar os brasileiros. A trajetória nacional do esporti­vo foi tímida em vendas, mas o modelo ganhou muitos fãs. Aqui, o 350Z usava motor 3.5 V6 com 280 cv de potência, sete a menos que o vendido mundialmente.

Como um modelo importante para a marca japonesa, o Z ajuda a manter o “Nissan-ness” – a essência Nissan – enquanto a fabricante passa por transformação corporativa. No centro do sucesso do Z estão os fãs, res­ponsáveis por 1,8 milhão de unidades vendidas desde sua estreia, em 1969, que fazem dele um dos esportivos mais comercializados em escala planetária. Como um esportivo acessível para a era moderna, o modelo oferece estilo atraente, tecnologia avançada e emoção à direção. Embora a Nissan não tenha revelado o preço da nova geração, especula-se que, no mercado americano, fique em torno de US$ 40 mil (R$ 215 mil).

Segundo o departamento de marketing da marca, o Z original foi desenvolvido para levar a alegria e a emoção de um espor­tivo mais em conta. Era construído por entusiastas para entusiastas, e esse espírito e herança continuam com o lançamento de sua mais recente “reencarnação”. Uma das características que sempre definiram o Z foi seu vínculo entre carro e motorista. Essa ligação homem-máquina domina o novo Z, especialmente na presença da transmissão manual de seis velocidades. Tam­bém está disponível a auto­mática de nove.

“Nosso objetivo é tornar es­te o melhor Z, e ponto final. A cada geração, elevamos a barra, empurrando os limites do carro. Mais do que ser apenas poderoso e ágil, o novo Z foi projetado para ser um parceiro de dança do motorista em suas aventuras na estrada”, orgulha-se Hiroshi Tamura, chefe de Produto da Nissan.

O novo motor 3.0 V6 biturbo acrescenta potência em relação ao 370Z da geração anterior. É projetado para fornecer rápida res­posta, mas com suaves comandos do motorista. Com aumento de 70 cv e 30% no torque, o novo Z gera 405 cv e 48,4 kgfm a 5.600 rpm. Com o crescimento da potência, o time de enge­nha­ria desenvolveu chassi, resfriamento, suspensão e direção para garantir que o Z continuasse a apoiar as intenções do motorista.

Pela primeira vez em um veículo Nissan com tração traseira, a transmissão manual de seis velocidades inclui sistema de controle avançado de assistência nas arrancadas na versão Performance, ajudando a proporcionar aceleração suave a partir da posição estática. Todos os mo­delos da marca equipados com transmissão automática já contam com esse sistema de série.

Para garantir tocada previsível e responsiva, os engenheiros adotaram abordagem multifaceta­da, sobretudo na con­dução em alta velocidade e em curvas. Maior ri­gidez da carroceria, pneus dianteiros mais largos e direção ele­trônica com suporte de crema­lheira e forte sensação mecânica ajudam a aumentar o desempe­nho nas curvas em até 13%.

Os amortecedores dianteiros e traseiros usam novo design mo­notubo com diâmetro maior que os do 370Z, resultando em redução de 20% de impacto em superfícies irregulares, o que me­lhora o desempenho e a es­tabi­lidade. A suspensão dianteira de duplo braço triangular de alu­mínio tem nova geometria, incluindo o cáster (ângulo formado entre o pino mestre da roda e o plano vertical visto de lado), colaborando na estabilidade em linha reta.

Dois modos de direção são oferecidos no novo Z: Padrão e Esporte. O primeiro é mais ade­quado para o dia a dia e longas viagens. O segundo desbloqueia o potencial de desempenho do carro, oferecendo controle de ace­leração mais rápido, sistema de direção mais esportiva, aprimoramento de som ativo e configuração de controle dinâmico de veículo em modo esportivo.

Com 4,38 metros de comprimento, 1,84 m de largura, 1,32 m de altura e 2,55 m de entre-eixos, com rodas de 18 polegadas, o novo esportivo tem design exterior elegante e bem afinado com sua linhagem histórica, com um capô longo, a “cara do Z”. O estilo do Z de sétima geração é definido pela Nissan como “tradição com tecnologia moderna”. “Nossos designers ouviram milhares de proprietários atuais do Z, fizeram vários estudos e esboços enquanto pesquisávamos cada geração e o que a tornou sucesso. No final das contas, decidimos que o Z deveria viajar entre as décadas, incluindo o futuro”, revelou Alfon­so Albaisa, vice-presidente sênior Global de Design da Nissan.

Os projetistas usaram as tec­nologias mais recentes para simplificar o design e incorporaram iluminação de LED para dar dimensão aos elementos. As luzes de circulação diurna têm dois semicírculos que remetem ao Fairlady 240ZG do mercado japonês dos anos 1970. O “link” para o Z original é mais impressionante quando se vê o modelo de lado. A linha do teto flui da frente para a traseira quadrada para criar um perfil encontrado na primeira geração do carro, com a parte de trás ligeiramente mais baixa do que a altura do para-lama dianteiro, dando ao Z sua postura única. A transição do vidro posterior para a posição rebaixada da traseira adiciona mais efeito. As lanternas combinadas incorporam tecnologia moderna ao estilo do clássico Z32 300ZX.

A cabine do novo Z combina a tecnologia moderna com toques vintage. O console central é ins­pirado nas gerações anteriores, com três medidores analógicos no painel de instrumentos, tela sensível ao toque de oito polegadas no centro e botões de controle de temperatura perto das aletas de troca de marchas.

A equipe de design de interiores buscou conselhos de lendas do automobilismo, como o japonês Tsugio Matsuda, piloto da Nissan Super GT500, para dar ao Z uma cabine de carro esporti­vo ideal para várias situações de direção. Isso pode ser observado na instrumentação, com todas as informações vitais encontradas no visor do medidor digital personalizável de 12,3 polegadas e dispostas para ajudar o moto­rista a visualizá-las rapidamente. O display é novo, com três modos de exibição para atender às preferências do motorista.

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