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Neymar desabafa sobre o caso Najila: ‘Não estou feliz, mas aliviado’

Um dia depois de o Ministério Público de São Paulo pedir o arquivamento do inquérito sobre o suposto estupro contra a modelo Najila Trindade em maio passado, Neymar se pronunciou ontem (9) em tom de desabafo, por meio de suas redes sociais, para falar do caso. O atacante do Paris Saint-Germain, que está na França, afirmou que o ocorrido lhe causou grande “dano”, mas disse estar aliviado com o desfecho dele.

“Esse vai ser um capítulo jamais esquecido na minha vida por muitos motivos, o principal deles ‘o dano’ causado em mim, em minha família e nas pessoas que realmente me conhecem. Não vou dizer que estou feliz, mas sim aliviado. A cicatriz vai continuar para me lembrar o quanto o ser humano é capaz de fazer coisas boas, mas também de fazer coisas ruins”, escreveu Neymar, em post no Instagram.

Neymar afirmou mais uma vez que foi vítima de uma armação e prestou solidariedade às mulheres que, efetivamente, sofreram estupro.

“Sim, meu mundo desabou e fui para o chão. Porém, como diz uma lenda no jiu-jítsu, ‘para muitos o chão é o fim de tudo, para nós é só o começo’. Que seja o começo não só para mim, mas para todos que sofreram esse ti­po de falsa acusação e, principalmente, para toda mulher que é realmente vítima deste crime. Meu desejo é que vocês sejam fortes, lutem e consigam tudo que merecem”, completou.

NOVA ANÁLISE

O arquivamento do inquérito ainda não encerra o caso definitivamente. As conclusões do MP e da Polícia Civil, que não encontrou elementos para indiciar o atacante em julho, serão analisadas agora pela Jus­tiça. Só após o parecer do juiz o caso pode terminar.

A juíza da Vara da Região Sul 2 de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, localizada em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, já recebeu o caso para análise. Se ela considerar o parecer do MP improcedente, ela poderá acionar o procurador-geral para que outro promotor analise o caso. Por outro lado, ela pode decidir pelo arquivamento e solicitar novas diligências. Não existe prazo específico, mas os juízes de 1.ª instância costumam analisar os casos dentro de cinco dias.

Durante a entrevista coletiva sobre o anúncio do pedido de arquivamento, na sede do MP, na quinta-feira, a promotora Flávia Merlini disse que “o inquérito policial pode ser reaberto a qualquer momento, desde que surjam novas provas”.

A análise da juíza deverá ser feita sem as imagens do hotel em Paris, na França, onde supostamente ocorreu o estupro. Flávia Merlini, do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid), do Ministério Público Estadual, disse que “eram desnecessárias porque eram da parte externa do hotel”.

Em 29 de julho, a delegada Juliana Lopes Bussacos, titular da 6 ª Delegacia de Defesa da Mulher, concluiu o inquérito que apurava as acusações de estupro e agressão feitas pela modelo Najila Trindade Mendes de Souza contra Neymar. A polícia decidiu não indiciar o jogador.

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