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‘Não podemos esperar 2018’, defende Lula sobre antecipação de eleição

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, ontem (19), que o PT se dedique a uma campanha pela antecipação das eleições presidenciais de 2018. “Não podemos esperar 2018. Precisamos saber se temos forças para antecipar. A gente pode suportar. Porém, o brasileiro não aguenta esperar”, afirmou.

Falando para cerca de 400 militantes petistas no congresso nacional do partido, Lula apelou para que superem suas divergências. O ex-presidente disse que o PT precisa apresentar propostas capazes de reconquistar o eleitor, em vez de se apresentar como um partido de “oposição, contestação e protesto”.

Segundo o petista, isso é para “partido que tem quatro deputados”. “Não podemos fazer uma ação política de resistência. Gritamos ‘fora, Temer’, e o Temer está lá. Gritamos ‘não vai ter golpe’ e teve”.
Líder das pesquisas eleitorais, ele listou, entre suas propostas, medidas para aquecimento da economia, ainda que seja necessário o aumento da dívida pública.

Lula foi recebido aos gritos de “volta, Lula” e “Brasil urgente, Lula presidente”. Ao discursar no ato de lançamento do congresso nacional do partido, programado para junho, ele pediu que o partido faça uma reflexão sobre suas derrotas. “A esperança que construímos no país virou uma certa desesperança”, reconheceu.

Durante discursos, a plateia exibia cartazes criticando a possibilidade de acordo com partidos da base governista para a eleição no Congresso gritava “fora, Temer” e “Maia não”.

Câmara Federal

Em encontro da executiva nacional ontem (19), o PT sinalizou que deve apoiar candidatos da base do governo Michel Temer na disputa pela presidência da Câmara, em fevereiro. A tendência da legenda é respaldar a indicação de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Casa, ou de Jovair Arantes (PTB-GO) de forma a garantir um lugar na Mesa Diretora em suas eventuais gestões.

O presidente do PT, Rui Falcão, propôs a apresentação de uma pauta de reivindicações aos candidatos como condição para o apoio. Defendeu que o partido não tem condições de liderar um movimento de massa capaz de boicotar a sucessão no Congresso. Falcão foi apoiado pela maioria dos presentes, mas a decisão final caberá ao diretório nacional, que se reúne hoje.

Horas antes da reunião, Lula cobrou unidade. Reunido com uma comissão de deputados em São Paulo, Lula disse que teme o isolamento do PT no Congresso caso o partido lance candidatura de oposição.

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