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‘Não há como reverter a decisão’, diz Doria, sobre fechamento da Ford

'Não há como reverter a decisão', diz Doria, sobre a Ford
Doria e Morando concederam entrevista no Palácio dos Bandeirantes, após a reunião. Fotos: Divulgação/Governo do Estado

O governador João Doria (PSDB) afirmou, nesta quinta-feira (21), que não há como reverter a decisão da Ford de fechar a fábrica do ABC, anunciada na última terça-feira. O tucano se reuniu nesta manhã com o presidente da empresa para a América do Sul,  Lyle Watters; com o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), e com o secretário estadual da Fazenda, Henrique Meirelles, no Palácio dos Bandeirantes.

“A decisão da Ford não foi fundamentada em questões fiscais, mas sim em linha com a estratégia global da montadora. Não há como reverter esta decisão”, disse Doria, durante entrevista coletiva concedida após o encontro, ao ser questionado sobre se houve discussão sobre incentivos fiscais. “A solução é encontrar um comprador que, preferencialmente, possa aproveitar o parque fabril e a ampla experiência dos funcionários lá alocados”, continuou, em referência aos 2,8 mil empregos da unidade.

Doria afirmou que o governo do Estado vai ajudar a Ford a encontrar um comprador para a planta. Assim, uma nova montadora absorveria os 1.600 metalúrgicos da linha de montagem. Em contrapartida, a empresa teria se comprometido a manter os 1.200 empregos administrativos na fábrica de São Bernardo, mais 0 pessoal das demais unidades da empresa no Estado de São Paulo: 1.260 da fábrica de motores de Taubaté, 250 no campo de provas de Tatuí e 170 no centro de distribuição de Barueri.

Os contatos  com potenciais investidores interessados em assumir a fábrica do ABC já começam na próxima segunda-feira (25). “O governo não fará imposições à compradora. Vamos buscar uma solução de mercado ao lado da Ford”, concluiu Doria, que classificou o encontro como “positivo e construtivo”.

Morando explicou que, apesar de a reunião não ter entrado na discussão sobre incentivos fiscais, a prefeitura atendeu a “todos os pleitos da Ford à prefeitura nos últimos dois anos”. O prefeito disse que, caso o fechamento da fábrica venha a se concretizar, o impacto nas receitas municipais será de cerca de R$ 18 milhões. “São R$ 4 milhões de Imposto sobre Serviços (ISS) e outros R$ 14 milhões de (repasses do) Impostos sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS)”, comentou.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que representa dos trabalhadores da Ford, não foi chamado para o encontro desta quinta-feira.

 

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