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Na semana da Black Friday, Procon-SP autua quatro comércios de Diadema

Na semana da Black Friday, Procon-SP autua quatro comércios de Diadema
Agentes constataram irregularidades em quatro dos seis estabelecimentos fiscalizados. Foto: Divulgação/Procon-SP

A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Pro­con-SP) autuou nesta segunda-feira (23) qua­­­­tro estabelecimentos de Di­a­­de­­ma no âmbito de ação que visa coibir abusos e práticas prejudiciais aos consumidores nos dias que antecedem e durante a Black Friday, dia de descontos marcado pa­ra a próxima sexta-feira (27).

No ABC, a atividade é rea­lizada pelos agentes do Núcleo Regional do Procon-SP – que, nesta segunda, fiscalizaram seis comércios localizados na pra­ça Presidente Castelo Branco, no Centro de Diadema.

Quatro lojas foram autua­das e serão multadas pela fal­ta ou inadequação da informação dos preços de produtos co­mercializados: Casas Bahia, Lojas Marabraz, Casas Pernambucanas e Kallan Cal­ça­­dos. Os agentes também fis­­­calizaram os estabelecimen­tos Bini Calçados e Calçados Sérgio, mas não constataram irregularidades em ambos.

“As informações sobre os preços dos produtos comercializados devem ser claras, precisas e ostensivas, e não podem deixar dúvidas nem induzir o consumidor a erro”, explicou o coordenador regio­nal do Procon-SP, Fabiano Ma­riano. Ao longo da semana, novas fiscalizações serão reali­zadas nos sete municípios.

ORIENTAÇÃO

Em outra frente de atua­ção, o Procon-SP vem se reu­nindo com as principais empresas do varejo brasileiro, co­mo ViaVarejo (dona das Casas Bahia e do Ponto Frio), Magazine Luíza e B2W (que concentra o comércio eletrônico de Americanas.com, Sub­­marino e Shoptime), com o objetivo de orientá-las quanto aos parâmetros a serem seguidos durante a megaliquidação.

“Orientamos as empresas a ter muita cautela com descontos maquiados e falsas promoções, a atender bem o consumidor e a exercitar a política de trocas”, afirmou o diretor-executivo do Procon-SP, Fernando Capez. “As empresas também estão sendo orientadas a respeitar o direito ao arrependimento nas compras online, que é poder cancelar a compra no prazo de sete dias.”

Em 2019, o problema mais relatado pelos consumidores re­lativo à Black Friday foi a não entrega ou demora na entrega do produto, com 988 queixas. Ou­tras reclamações fo­ram: pro­duto ou serviço indisponível (343 casos), pedido cancelad­o após a finalização da compra (302), maquiagem de desconto (220), mudança de preço ao finalizar a compra (216), produto ou serviço entregue diferente do pedido, incompleto ou danificado (190), site intermitente, congestionado ou bloqueado (61).

Consumidores que se sentirem prejudicados ou cons­ta­tarem possíveis práticas abu­sivas podem denunciá-las jun­to aos Procons munici­pais ou pelo site do Pro­con-SP, www.procon.sp.gov.br.

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