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Na Câmara, base apoia decisão de Michels de deixar o Consórcio e oposição critica

Celio Boi: “É muito alta a parcela para pouco retorno”. Foto: Eberly LaurindoVereadores da base de sustentação do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), endossaram a sua alegação de que os custos com o Consórcio estão muito altos pelo pouco retorno que a cidade tem recebido em projetos efetivos e endossaram a decisão do verde de deixar o colegiado. O líder da oposição não poupou críticas ao prefeito e já declarou que não aprovará o projeto que, por força do estatuto do Consórcio, deve ser enviado à Câmara em caso de saída de algum município.

De acordo com o capítulo IV, artigo 7º do estatuto, “os Consorciados poderão se retirar do Consórcio mediante autorização legislativa prévia, obtida em projeto de iniciativa do Chefe do Executivo, e comunicação formal a ser entregue em Assembleia Geral, com antecedência mínima de 180 dias”.

“A questão é mostrar os números. Não estamos discutindo se ajuda ou não ajuda, mas tem um custo. Existe uma dívida alta, de R$ 8 milhões, e a gente tem de levar em consideração, atualmente, o que isso trouxe de benefício para a Prefeitura de Diadema”, afirmou o presidente da Câmara, Marcos Michels (PSB). “Houve no primeiro mandato do Lauro assinatura de contrato do PAC, mas a gente percebe que muito pouco aconteceu”, completou.

O líder de governo, Celio Lucas de Almeida, o Celio Boi (PSB), fez coro com o correligionário. “O prefeito não colocou impossibilidade em participar do Consórcio. Participa, discute, coloca equipamentos da cidade à disposição para as reuniões, mas não tem condições de pagar R$ 200 mil por mês. É muito alta a parcela para pouco retorno”, afirmou Celio Boi, negando que a cidade vá ficar isolada caso realmente deixe o colegiado.

O líder do G12, grupo de vereadores da oposição, Josemundo Dario Queiroz, o Josa (PT), criticou a decisão de Michels. “Nem falo como líder da oposição, mas como alguém inserido no contexto político e que vê esse posicionamento do prefeito como algo que não vai ao encontro do que a gente espera que representa o Consórcio”, afirmou. “O Consorcio foi construído de uma perspectiva de organização para políticas articuladas. Visão local, estratégia local e ações unificadas. Está indo contrário a tudo que foi pregado há pelo menos 20 anos”, completou.

“Não é um ajuntamento de siglas partidárias. O colegiado pensa uma visão estratégica e articulada de ações necessárias para dar conta de problemas da região. Essa decisão coloca Diadema na posição de se distanciar da discussão regional”, argumentou. “Antes de tudo, ele tem de ouvir o Legislativo. E já adianto, que se depender da nossa capacidade de discussão, o prefeito pode se preparar para pagar o que deve e se manter no Consórcio. A gente não aprova”, finalizou.

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