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Municípios do ABC têm kits intubação para até dez dias

Gorinchteyn: “queremos evitar colapso no atendimento”. Foto: Governo do Estado de SP
Gorinchteyn: “queremos evitar colapso no atendimento”. Foto: Governo do Estado de SP

O governo de São Paulo informou nesta quarta-feira (14) que enviou nove ofícios ao Ministério da Saúde, o último deles na terça-feira, solicitando medicamentos do kit intubação para pacientes graves de covid-19. Para evitar o colapso no atendimento, o prazo solici­tado é de 24 horas. O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, responsável pelas solicitações, não especificou quanto ainda há em estoque. Disse somente que os medicamentos são suficientes apenas por “alguns dias”.

No ABC, a maioria das cidades tem em estoque kits de intubação para entre sete e dez dias. A exceção é Santo André, que afirmou “estar em dia com o fornecimento de medicamentos e insumos, bem como tem contratos vigentes sem proble­ma de desabastecimento na rede de oxigênio, estruturada com tanques capazes de suprir a necessidade do município”.

São Bernardo informou que recebeu na última semana nova remessa de kit intubação do Ministério da Saúde. “Porém, o aumento de leitos e de casos de internação na cidade no último mês gerou consumo 60% superior de medicamentos utilizados para intubação. O estoque atual atende à demanda por 10 dias, após a chegada de insumos provenientes de compra direta com fornecedores”, afirmou a prefeitura.
Em Diadema a previsão é que o estoque atual dure cerca de sete a dez dias, de acordo com a demanda diária. A prefeitura informou que a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) conta com pedidos em andamento para reposição do estoque.
São Caetano também tem estoque de medicamentos usados em intubação para até dez dias. “Temos kits e insumos para intubação, para nos atender entre sete e dez dias. O estoque é renovado sistematicamente, evitando a falta de medicamentos”, afirmou a administração são-caetanense.

Ribeirão Pires afirmou que não tem temos como precisar o número de kits em estoque, pois depende da demanda diária. “O que podemos garantir é que a cidade dispõe de condição satisfatória. Não há risco de desabastecimento no município”, pontuou.

MAUÁ

A situação mais preocupante é em Mauá, que informou ter estoque para no máximo quatro dias e não há previsão de chegada de mais insumos nos próximos dias. “Não estamos encontrando os medicamentos no mercado para a compra. Chegamos a receber do governo estadual uma pequena quantidade de medicamentos do kit covid, porém há dez dias que não recebemos mais. Tivemos um aumento de 50% na necessidade destes medicamentos. O consumo de medicamentos aumentou porque criamos 50% de leitos de UTI covid desde janeiro deste ano”, destacou a prefeitura.

Os kits para intubação são compostos por bloqueadores neuromusculares, fármacos pa­ra sedação contínua e medicamento para analgesia.

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