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Mulheres fazem greve na Argentina após estupro e morte de jovem

Vestidas de preto, mulheres da Argentina paralisaram suas atividades entre 13h e 14h (14h e 15h em Brasília) ontem (19) para protestar contra a violência de gênero. Mais tarde, por volta das 17h, milhares de pessoas se reuniram no obelisco de Buenos Aires, cartão-postal da capital argentina, na segunda parte do protesto.

Os protestos, convocados pela campanha “Ni Una Menos” (nenhuma a menos, em português), refletem a comoção que tomou o país após o assassinato de Lucía Pérez, 16, na cidade de Mar del Plata (a 404 km de Buenos Aires) na semana passada. Antes de morrer, a adolescente foi drogada e estuprada. Suspeita-se que uma gangue de traficantes de drogas seja responsável pelo crime.

A promotora Maria Isabem Sanchez afirmou à imprensa que o crime foi uma “agressão sexual desumana”. “Eles lavaram o corpo dela e a vestiram para fazer com que parecesse uma overdose.” Dois homens conhecidos por venderem drogas do lado de fora de uma escola foram presos no domingo (16) e acusados por estupro seguido de homicídio.

Justiça

A mãe de Lucía, Marta Montero, ajudou a convocar mulheres para participar da mobilização desta quarta. “Por essas tantas Lucías também se pede justiça. Para que não haja mais Lucías nem famílias destruídas como a nossa”, disse ela, em entrevista a uma rádio argentina.

Em uma das linhas do metrô da capital argentina, uma voz masculina informava no alto-falante pouco depois das 13h que as composições eram operadas apenas por homens, porque as funcionárias da companhia haviam se juntado à paralisação.

Uma mulher é assassinada a cada 30 horas na Argentina, de acordo com a ONG local Assembleia Permanente de Direitos Humanos.

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