Esportes, Futebol

MP cobra Ferj sobre descumprimento de protocolo médico no jogo do Flamengo

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) encaminhou nesta sexta-feira (19) ofício à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) para pedir esclarecimentos sobre o possível descumprimento do protocolo médico de prevenção ao novo coronavírus na partida de quinta-feira, entre Flamengo e Bangu, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca. O questionamento principal é que a equipe rubro-negra não teria cumprido o período prévio de dois dias de concentração antes do jogo, como previa a cartilha preventiva. A Ferj, por sua vez, nega a irregularidade.

A Ferj foi acionada após o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) ter enviado ofício ao MP-RJ para reclamar da falta do cumprimento de diretrizes de segurança. Segundo o Flamengo, a concentração para o jogo não foi feita no período de 48 horas prévios ao início da partida porque a realização do encontro só foi confirmada pela Ferj na quarta pela manhã, portanto com antecedência de apenas 36 horas.

O MP-RJ também questiona se a Ferj realizou de última hora alguma mudança no protocolo prévio de segurança finalizado no dia 12, questiona a fiscalização feita pela entidade para os preparativos da partida e cobra esclarecimentos sobre a ausência de concentração dos jogadores do Flamengo. Se for confirmado algum  descumprimento, a Ferj poderá ser punida por desrespeitar decreto estadual que regula as atividades econômicas durante a pandemia.

“O MP-RJ requisita que a federação informe se realmente foi elaborada nova versão do protocolo, diferente da enviada ao Ministério Público em 12 de junho, questiona sobre existência de fiscalização por parte da Ferj, e quanto ao cumprimento do protocolo Jogo Seguro por parte dos clubes, indicando quais medidas sancionatórias podem vir a ser tomadas em caso de descumprimento”, explicou o MP.

Em nota oficial, a Ferj afirmou que o protocolo original de cuidados médicos do time foi “enriquecido” para o jogo no Maracanã com a inclusão de outro teste rápido com material coletado de nasofaringe – que, por ser considerado mais eficiente, dispensa a necessidade de os times terem ficado concentrados por 48 horas para preservar o isolamento social. A entidade esclarece ainda que o protocolo permite atualizações, desde que se amplie a eficiência das atividades esportivas.

“A concentração não se faz necessária ou pode ter tempo inferior a 48 horas caso seja utilizado o Teste Rápido para, desta forma, servir como parâmetro de detecção do antígeno viral nas vias aéreas. A comprovação da realização de Teste Rápido para covid-19 supre, a qualquer tempo, a necessidade de concentração”, afirmou a Ferj.

A entidade que rege o futebol no Rio garante que o protocolo original não sofreu mudanças e promete encaminhar ao MP-RJ os esclarecimentos solicitados.

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