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Movimentos se reúnem em São Paulo, Rio e Brasília para apoiar Lula

Evento em São Paulo foi contra a condenação em primeira instância do ex-presidente e as reformas. Foto: Ricardo Stuckert“O Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”, gritam manifestantes na tarde desta quinta-feira (20), na avenida Paulista, em São Paulo. O ato ocupou ambas as faixas em frente ao Masp. Organizado por movimentos de esquerda, como a CUT (Central Única do Brasil), o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e a CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), e pelo partidos PT, PCO e PC do B, reagiram contra a condenação em primeira instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra as reformas trabalhista e previdenciária, entoando gritos de “Fora, Temer” e “Diretas já”.

O presidente do diretório municipal do PT, Paulo Fiorillo foi um dos primeiros a discursar. “Se eles querem ganhar a eleição, que ganhem na urna. Eleição sem Lula é fraude”, disse. A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, e o senador Lindberg Farias (PT-RJ), que disputaram o comando do partido, estiveram presentes lado a lado no carro de som.

“Meu primeiro recado é para o juiz Sergio Moro. Você é um covarde. Você é um fantoche da Rede Globo”, disse Lindberg. “O Temer é um bosta, quem está no comando é o grande capital, essa turma do pato amarelo, a Rede Globo. Aqui em São Paulo ainda tem esse fascista do Doria jogando água fria no morador de rua.”
Hoffmann disse que o ato é em “defesa do direito de um dos líderes mais populares de nossa história”.

“Ganhem nas urnas. Não vão ganhar humilhando, impedindo o Lula. O povo quer votar no Lula”, afirmou. Segundo ela, os militantes estão se oferecendo para fazer vaquinha para ajudar Lula a pagar a defesa.

A senadora disse ainda que, após pesquisar no Portal da Transparência, descobriu que o juiz Sergio Moro ganhou mais de R$600 mil em um ano. “O Moro ganhou em um ano o que está bloqueando do presidente Lula, que foi a poupança de sua vida.”

Guilherme Boulos, coordenador do MTST, também falou aos manifestantes. “Viemos aqui repudiar a reforma trabalhista infame. Não sairemos das ruas porque a defesa dos direitos é a defesa da democracia. Temos um governo ilegítimo, com uma agenda que não foi eleita pelo povo. Eleição tem que ser decidida no voto e não no tapetão.”

Outros estados

No Rio de Janeiro, centrais sindicais e movimentos sociais também se reuniram na Cinelândia, no centro. O protesto reuniu aproximadamente 200 pessoas. Foram promovidos atos políticos em outros 40 pontos do Estado.

Em Brasília, vestindo camisetas do PT e empunhando bandeiras da CUT (Central Única dos Trabalhadores), manifestantes ocuparam a frente ao Palácio do Planalto. O ato foi pacífico e acabou por volta das 20h. Os organizadores estimam que cerca de 500 pessoas tenham participado. A Polícia do Distrito Federal diz que foram 300. “Brasil, urgente, Lula presidente!”, entoavam os manifestantes.

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