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Movimento pede revisão em reajustes e corte de tributos

Movimento pede revisão em reajustes e corte de tributos
Movimento teve mais de 180 pontos de paralisação. Foto: Antonio Cruz/ABr

A paralisação dos caminhoneiros que afetou 18 estados foi sentida especialmente em São Paulo e Minas Gerais. Levantamento da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) mostra que Minas foi o estado com mais pontos de paralisação, um total de 15 segundo a entidade. Cerca de 300 mil caminhoneiros pararam em algum momento as atividades no país, conforme a associação.

Os caminhoneiros pedem mudanças na política de reajuste dos combustíveis da Petrobras, com a redução da carga tributária para o diesel, além de isenção da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

“Acreditamos que o objetivo foi atingido. O que acaba com o transporte rodoviário de carga são os impostos embutidos no óleo diesel”, afirmou José da Fonseca Lopes, presidente da Abcam.

Segundo o dirigente, em média 42% do custo do frete se refere ao diesel e, quando o motorista pega um frete por R$ 4 mil, “não ganha nem para chiclete”. “Vende o almoço para comprar a janta, pois está pingando para ele. Não tem ponto de apoio decente, não tem segurança nas rodovias e não consegue manter a família com o mínimo de tranquilidade e rentabilidade.”

Na maioria dos estados, os caminhoneiros desencadearam a operação tartaruga, o que deixou o tráfego lento. Em outros locais, houve interdições totais ou parciais e queima de pneus.

Em São Paulo, pontos de manifestação afetaram o trânsito após bloqueio de pistas da marginal Pinheiros e da avenida Jacu-Pêssego, na zona leste.

O protesto ganhou força por volta das 7h40, quando quatro caminhões, um em cada faixa, passaram a trafegar lentamente pela marginal Pinheiros segurando o fluxo de veículos na pista expressa.

No Interior, caminhoneiros fizeram protesto em frente à Replan, em Paulínia; e em Bauru, Votorantim e Cravinhos, entre outras cidades.

Também foram registrados protestos no Rio, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Ceará, Paraíba, Tocantins, Per­nambuco, Rio Grande do Norte, Pará e Bahia. Segundo a Abcam, a orientação era não bloquear estradas ou queimar pneus.

Segundo a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), foram registrados 188 pontos de paralisação no país: sete no Norte, 38 no Centro-Oeste, 27 no Nordeste, 55 no Sul e 61, no Sudeste.

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