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Mourão vê ‘crime contra a democracia’ em caso Wyllys

Mourão vê 'crime contra a democracia' em caso Wyllys
Mourão: “quando a gente diz que está ameaçado tem que dizer por quem, como. Vamos aguardar”. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta sexta-feira, 25, que uma ameaça a um parlamentar é um crime contra a democracia. As declarações foram feitas após ser questionado sobre a decisão do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que renunciou a vaga na Câmara dos Deputados após relatar ser alvo de ameaças. Mourão, contudo, disse que as ameaças de forma genérica e que somente o parlamentar sabe dos problemas sofridos.

“Quando a gente diz que está ameaçado tem que dizer por quem, como. Vamos aguardar”, declarou o vice, após uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. “Não estou na chuteira do Jean Wyllys, ele é que sabe qual é o grau de confusão que ele está metido”, afirmou Mourão, ao ser perguntado se a decisão do parlamentar estava correta.

Mourão reforçou que quem ameaça parlamentar está cometendo um crime contra a democracia. “Acho que quem ameaça parlamentar está cometendo um crime contra a democracia porque uma das coisas que é mais importante é você ter sua opinião e ter a liberdade para expressar sua opinião. Os parlamentares estão ali eleitos pelo voto, representam os cidadãos que votaram neles. Quer você goste, quer você não goste das ideias do cara, você ouve. Se gostou, bate palma. Se não gostou, paciência.” Mourão fez uma postagem na sua conta do Twitter semelhante à fala.

O vice-presidente afastou a possibilidade de relacionar à decisão do deputado com a investigação sobre o atentado contra o presidente durante a campanha eleitoral. Nas redes sociais, apoiadores de Bolsonaro impulsionam a expressão #InvestigarJeanWillis insinuando que o deputado do PSOL estaria “fugindo” de uma investigação por fazer parte do partido ao qual Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado, já foi filiado.

“Em nenhum momento apareceu alguma coisa que ligasse um com outro. Acho que isso aí é o wishful thinking (desejo que algo aconteça)”, afirmou o Mourão.

Após a decisão do parlamentar, Bolsonaro divulgou nesta sexta-feira, 25, um post em que fazia ilações da ligação do atentado contra ele com o PSOL.

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