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Mortes no trânsito do ABC caíram 25% em 2020

Mortes no trânsito do ABC caíram 25% em 2020Em um ano marcado pela pandemia do novo corona­vírus, o número de mortes pro­vocadas por acidentes de trânsito no ABC caiu ao me­nor patamar desde 2015.

Segundo o Infosiga SP, base de dados gerenciada pelo Detran-SP, ocorrências nas ruas, avenidas e rodovias da região fize­ram 179 vítimas fatais no ano passado, total 25,1% inferior ao apurado em 2019.

Tra­ta-se do pa­ta­mar anual mais baixo desde a criação do In­fosiga SP pelo governo do Estado, em 2015 (veja gráfico).

A queda no número de mortes teve início em abril, quando foram adotadas as me­didas de isolamento social pa­ra conter o avanço da covid-­19, mas o indicador permaneceu em pata­mares inferiores aos de 2019 nos meses seguintes, mesmo com a retomada da atividade econômica – o que sugere que a adoção do home office por boa parte das empresas, bem como a suspensão das aulas presen­ciais nas escolas públicas e pri­vadas, pode ter contribuído para reduzir o trân­­sito e torná-lo menos letal.

O diretor-presidente do De­tran.SP, Ernesto Mascel­la­ni Ne­to, atribuiu a melhora do indicador às iniciativas empreendidas pelo governo do Estado em parceria com as prefeituras para combater a violência no trânsito, incluindo investimentos em obras, educação e fiscalização. “Temos ainda um longo caminho pela frente, mas seguimos nessa jornada com base em inteligência e inovação para gerar projetos eficazes e que salvam vidas”, disse Mascel­la­ni, em nota.

No ano passado, os mo­to­ciclistas lideraram as esta­tís­­ticas de fatalidade nos sete municípios, com 77 óbitos, mas houve queda de 18,1% nesse indicador em relação a 2019.

Na mesma comparação, tam­bém houve redução de 29% no total de mortes entre pedestres (para 57 ocorrências), de 43% entre ocupantes de automóveis (para 25) e de 18% entre ciclistas (11).

Ainda segundo o Infosi­ga SP, os jovens continuam sendo as principais vítimas do trânsito do ABC. Do total de 179 mortes registradas no ano pas­sado, 45 (25,1%) concentram-se na fai­xa etária entre 18 e 24 anos e 12,3%, entre 25 e 29 anos.

No corte geográfico, houve redução no número de mortes em cinco dos sete municípios, com destaque para São Caetano (-83%) e Mauá (-39,4%).

O Infosiga SP também apu­rou queda de 12,5% no número de acidentes nas ruas, avenidas e rodovias da região em 2020, para 7.719 ocorrências.

O total de acidentes fatais caiu 26,5% no ano passado, para 164, menor patamar desde 2015. Por sua vez, o número de acidentes não fatais recuou 12,2%, para 7.555.

PREJUÍZO

Todos os anos, o Brasil desperdiça 3% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 220 bilhões, para pagar custos decorrentes dos acidentes de trânsito. É o que aponta estudo da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Esse cálculo engloba gasto com socorro, tratamento mé­dico, investigação e ou­tro­s pre­juízos causados pela redução de produtividade. Trata-se de recurso que poderia ser usado para cons­truir centenas de hospitais e escolas”, disse o coordenador da Mobilização Nacional dos Médicos e Es­pecialistas em Trânsito e diretor da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), Alysson Coimbra.

Com esse valor, segundo Coimbra, o governo poderia cons­truir 730 hospitais com mais de 225 leitos, ou ainda aumentar em 50% os investimentos nacionais em Educação.

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