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Mortes no trânsito causaram perdas de R$ 529 mi no ABC entre 2015 e 2017

Mortes no trânsito causaram perdas de R$ 529 mi no ABC entre 2015 e 2017
Acidentes de trânsito têm os jovens como principais vítimas no Brasil. Foto: Arquivo

Estudo realizado com base nos indicadores do Sistema de Informações de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga) e divulgado pe­la Universidade de São Cae­tano (USCS) revela que as mortes no trânsito ocorridas no ABC entre 2015 e 2017 provocaram impacto econô­mico de R$ 528,7 milhões.

Para chegar a esse valor, a pesquisa levou em conside­ração a idade das vítimas e o rendimento que consegui­riam auferir durante sua vida produtiva – considerando a expectativa de 78 anos.

O estudo é um dos 20 que compõem a 5ª Carta de Conjuntura, elaborada pelo Observatório de Políticas Públicas e Empreendedorismo da USCS e divulgada ontem (12).

Segundo o levantamento, 670 pessoas perderam a vida no trânsito do ABC entre 2015 e 2017. O maior número de vítimas está concentrada na faixa de 18 a 24 anos, com 20,6% dos casos, seguida pela faixa de 25 a 29 anos, com 12,8% do total.

Para calcular o custo eco­nômico das mortes no trânsito, o estudo considerou a renda familiar per capita de R$ 1.712 para o Estado de São Paulo, segundo dados obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geo­grafia e Estatística (IBGE).

“A maior parte das perdas está concentrada nos jovens de 18 a 29 anos, que estão co­meçando sua vida produtiva. Há também impacto sobre a Previdência Social, uma vez que, no Brasil, são os trabalhadores da ativa que sustentam as aposentadorias”, afirmou Natanael Cabral Nogueira, um dos autores do estudo.

Dados do Infosiga revelam que, no ano passado, o trânsito do ABC matou 241 pessoas, número 18,7% superior ao apurado em 2017 (203). Pedestres e motociclistas fo­ram as principais vítimas no ano passado, com 38,2% e 34,4% do total, respectivamente.

Natanael destacou que o es­tudo não considera os custos médicos e hospitalares, nem os decorren­tes de pagamento de seguros ou indenizações, bem como o impacto nas famílias das vítimas. “Considerados essas perdas, o montante seria muito maior”, ressaltou.

“A solução (para minimizar as perdas) está na educação para o trânsito e na maior oferta de transporte público de qualidade”, disse Mohamad Ali Malat, outro autor do estudo.

DPVAT

Dados da Seguradora Lí­der, que administra o Seguro de Da­nos Pessoais Causados por Veículos Automotores (DPVAT), apontam o pagamento de 5,1 milhões de indenizações no país entre 2005 e 2017, das quais 689,7 mil (14%) por morte, 3,26 milhões (64%) por invalidez e 1,16 milhão (23%) por despesas médicas.

Os dados do DPVAT mos­tram ainda que 61% dos acidentes no período envolveram motos e 30%, automóveis.

 

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