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Morte de ministro alimenta teorias da conspiração

 Acidente? Há controvérsias. A morte do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki em acidente de avião em Paraty (RJ), ontem (19), movimentou a internet com teorias da conspiração. A linha de pensamento que prepondera: Teori é relator da Lava Jato, operação que transferiu dos círculos do poder para a cadeia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a Marcelo Odebrecht. Seria, portanto, natural que quisessem tirá-lo do caminho. Como sintetizou o músico Lobão no Twitter: “APAGARAM O TEORI!”.

Personalidades de todos os espectros políticos sugerem que pode haver algo de criminoso por trás do acidente. Em conversas privadas, o ex-presidente Lula reforçou a necessidade de investigar o caso, segundo a reportagem apurou.

Está de acordo com Janaina Paschoal, coautora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Janaina replicou antigo post atribuído a Francisco Prehn Zavascki. Mensagem que teria sido deletada das redes sociais sugere que o filho do ministro temia pela segurança dos Zavasckis.

Outro ponto que atiçou o batalhão virtual: se Teori desagradava, quem assumirá a relatoria da Lava Jato? A vaga do ministro no Supremo, assim como o cargo de relator, poderão ficar com um ministro a ser indicado pelo presidente Michel Temer (PMDB). Seu partido tem vários integrantes implicados na Lava Jato.

As redes sociais evocaram outros políticos vítimas de desastres aéreos em momentos cruciais da história. Os nomes de Eduardo Campos (PSB) e Ulysses Guimarães (PMDB) chegaram aos tópicos mais populares do Twitter.

Uma campanha virtual defende que o juiz Sérgio Moro ocupe a vaga de Teori no Supremo. Mas ele precisaria se cuidar, pois pode ser o próximo alvo, especulam tuiteiros como Victor Berriel: “Se eu sou o Moro não saía mais nem para comprar pão”.

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