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Morando vistoria obras do Museu do Trabalhador e reitera plano de transformá-lo em Fábrica de Cultura

Orlando Morando aguarda os trâmites legais e a definição sobre a finalidade do espaço. Foto: Gabriel Inamine/PMSBCA Prefeitura de São Bernardo realizou, nesta terça-feira (25), após obter autorização da Justiça Federal, a primeira inspeção nas obras do Museu do Trabalho e do Trabalhador, idealizado pe­lo governo do ex-prefeito Luiz Marinho (PT). Em dezembro do ano passado, o empreendimento foi alvo da Operação Hefesta, liderada da Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo a PF divulgou à época da operação, a investigação apontou desvio de recursos provenientes de projetos da Lei Rouanet e convênios do Ministério da Cultura com a prefeitura, além de indícios de superfaturamento de projetos, subcontratação ilegal de empresas sem licitação e duplicidade de objetos nos projetos de captação.

Após o episódio, a obra foi embargada pela Justiça, que proibiu qualquer acesso ao canteiro. “Vim conhecer o espaço para saber a real situação. Deu para perceber o tamanho do local e o volume de recursos que, em minha opinião, foi gasto de forma desnecessária, levando em consideração que a cidade possui outras prioridades. Porém, a obra está aí e meu objetivo é para buscar uma solução”, destacou o prefeito Orlando Morando (PSDB), durante a vistoria.

Fábrica de cultura

Ao lado dos secretários de Obras, Luciano Eber; de Segurança Urbana, Carlos Alberto dos Santos; de Assuntos Jurídicos, Carlos Maciel; do diretor de Cultura, Adalberto Guazzelli, e do Procurador-Geral do Município, Luiz Mário, o chefe do Executivo conheceu as instalações do complexo e reiterou plano de alterar o projeto original, transformando o local em uma Fábrica de Cultura, programa do governo do Estado. A prefeitura, no entanto, aguarda o trâmite legal e a definição sobre a finalidade do espaço para desenvolver um novo projeto.

“Vamos continuar trabalhando junto com a Justiça para exigir que, se existe uma dívida da construtora, que ela pague e termine a obra. Caso não seja possível, vamos pedir a liberação para desenvolver um novo projeto. O que não queremos é que esse espaço continue do jeito que está. Isso é o símbolo do desrespeito ao dinheiro público”, destacou.

A estimativa é que cerca de 62% da parte estrutural da obra já tenha sido concluída, faltando ainda toda a parte elétrica, de acabamento, sistema de ar-condicionado e proteção externa. O projeto de construção do Museu do Trabalho foi iniciado em 2012, com previsão de conclusão para janeiro de 2013.

Segurança

Mesmo com a determinação de que a empresa responsável pela obra, a Construções e Incorporações CEI, responda pela segurança do local – hoje vulnerável a invasões –, a prefeitura também passou a destacar uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) para vigilância do espaço. O intuito é evitar novas depredações e ocupações irregulares.

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