Política-ABC, São Bernardo do Campo, Sua região

Morando quer ajuda de Alckmin para colocar HC em funcionamento total

Morando vistoria ala fechada: “faltou planejamento”. Foto: Eberly Laurindo

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), pretende conver­sar com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a fim de viabilizar parceria para custear o Hospital de Clínicas da cidade, que tem 60% de seus leitos sem funcionar.

Dos 257 leitos disponíveis no complexo hospi­talar, apenas 110 estão em operação. “É um fato triste porque o hospital tem três anos, mas nós o encontramos com apenas 40% de sua capacidade em funcionamento”, disse Morando, que visitou o Hospital de Clínicas ontem (6) acompanhado do secretário de Saúde, Geraldo Reple.

Além disso, de acordo com o tucano, das três Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) disponíveis, com 20 leitos cada, somente uma está em uso.

“É um fato muito preocupante, porque são muitos equipamentos de suporte e acompanhamento para UTI que não estão sendo usados e que, após dois anos, perderam a garantia, o que demonstra total falta de planejamento”, prosseguiu.

O Hospital das Clínicas é administrado pela Fundação ABC e tem cerca de 1.100 funcionários, sendo 350 terceirizados. O custo mensal é estimado em R$ 7 milhões.

O prefeito acredita que, para colocar os 147 leitos inativos em funcionamento, seria preciso dobrar o valor atualmente repassado à FUABC – daí a necessidade de buscar parcerias, já que Morando herdou do antecessor Luiz Marinho (PT) restos a pagar na casa de R$ 143 milhões.

“Tenho convicção de que o governador não aceitaria a proposta de estadualização, até pelas medidas de austeridade fiscal que tem adotado, mas temos total interesse em um aporte financeiro para viabilizar seu funcionamento total, até porque cumpre papel de hospital regional”, disse Morando.

Piso comprometido

Durante a visita, Morando foi informado de que uma das alas, situada no oitavo andar, tem o piso comprometido. “É inaceitável uma obra entregue há apenas três anos ter problemas em sua estrutura”, disse o prefeito, destacando que vai acionar o departamento jurídico pa­ra determinar se as obras civis ainda estão na garantia e, eventualmente, cobrar o reparo da construtora.

Morando disse que, apesar da ociosidade no Hospital de Clínicas, a construção do Hospital de Urgência está mantida, até porque conta com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “Antes de construir novos hospitais, a gestão anterior deveria ter se preocupado em colocar os que já existem em funcionamento.”

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