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Morando extingue Cultura e fecha secretariado com quadros do PSDB

Monica, Guazzelli, Mognon, Lima, Morando, Carla, Pagliuca, Minami e Abreu: secretariado completo. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Com destaque para quadros políticos, o prefeito eleito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), anunciou ontem (27) os últimos secretários que vão compor a administração a partir de 2017. Entre os nomes formalizados, três são de vereadores eleitos pelo PSDB em outubro e que serão içados ao primeiro escalão do governo. O prefeito eleito também confirmou a fusão de cinco secretarias, o que reduzirá o total de pastas de 23 para 18 a partir janeiro. Aliada a outras ações, a medida deverá gerar economia de R$ 100 milhões anuais.

Em evento realizado no hotel Pampas Palace, Morando oficializou os vereadores tucanos Alex Mognon, Dr. Mario de Abreu e Hiroyuki Minami como chefes, respectivamente, das pastas de Esporte, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico. A movimentação dará espaço para que os suplentes Ary de Oliveira, Samuel Alves e Lia Duarte assumam cadeiras no Legislativo a partir do próximo ano.

Para comandar a Secretaria de Segurança Urbana, o prefeito destacou o ex-delegado e promotor de Justiça José Carlos Pagliuca. Além dos novos secretários, também foram anunciadas Mônica Leça como chefe de gabinete e a futura primeira-dama, Carla Sardano Morando, como presidente do Fundo Municipal de Solidariedade, que se reporta à pasta de Desenvolvimento Social. Comandantes das autarquias e fundações municipais deverão ser anunciados ainda hoje (28).

Entre as secretarias extintas está a de Cultura, que passará a ser diretoria vinculada à pasta de Educação. A área será dirigida pelo empresário Adalberto José Guazzelli. “É nessa diretoria que está a triste obra que envergonha a nossa cidade, que é o chamado Museu do Trabalhador. É pública a nossa intenção de que o espaço não vire um museu, mas um local de transformação social voltada à Cultura. Hoje temos novos desafios, como superar a questão do convênio com o Ministério da Cultura e agora com a Justiça”, disse Orlando, em referência à operação Hefesto, que investiga suspeitas de fraudes no projeto do museu.

Fusões

Além da extinção da pasta de Cultura, o próximo governo também promete unificar a pasta de Orçamento e Planejamento Participativo, hoje comandada pela primeira-dama, Nilza Aparecida de Oliveira, e Finanças. Já a Secretaria de Planejamento Urbano e Ação Regional passará a fazer parte da pasta de Obras, enquanto Relações Internacionais será vinculada à de Desenvolvimento Econômico.

“Está mantida a estrutura, mas com diminuição de cargos, o que vai acontecer em todas as secretarias. Não tem mais o papel do secretário, nem do adjunto e consequentemente diminui a estrutura. Isso faz parte do processo de enxugamento da máquina pública, que inclui a redução de cargos comissionados e despesas, além de outras ações que vão ser anunciadas no dia 2”, explicou o prefeito eleito.

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