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Morando corta carros oficiais e deve poupar R$ 3,5 mi

Acompanhado de Marcelo Lima, Morando entrega chaves ao secretário Carlos Alberto dos Santos. Foto: Eberly Laurindo

Promessa de campanha, o corte de carros ofi­ciais na Prefeitura de São Bernardo deverá gerar economia de R$ 3,5 mi­lhões anuais aos cofres municipais, segundo informou ontem (11) o prefeito Orlando Morando (PSDB). A projeção foi feita durante evento para doação de seis veículos de uso exclusivo da antiga administração à Guarda Civil Municipal (GCM). Além do corte de R$ 500 mil com custos operacionais, outros R$ 3 milhões deverão ser poupados com a rescisão do contrato de locação de 26 carros com emplacamento oficial.

“Encaminhei a determinação para que a Secretaria de Serviços Urbanos providencie a devolução dos veículos sem prejuízo à locadora. Não faz sentido manter esse contrato, que iria até agosto, se os veículos não serão mais usados. Vamos utilizar um termo jurídico legal para buscar a rescisão contratual e, a partir de janeiro, não teremos mais esse ônus ao erário”, informou o tucano.

Os demais veículos pertencentes à municipalidade foram encaminhados à GCM como parte do programa de renovação de frota da corporação. Um dos carros destinados à Guarda – antes utilizado pelo ex-prefeito Luiz Marinho (PT) para transporte de seu secretariado a eventos do governo e vistorias em equipamentos públicos – será transformado em uma das Bases Comunitárias Móveis prometidas por Morando durante a campanha eleitoral.

“Esses carros não voltam para a garagem de Serviços Urbanos e, com isso, teremos despesa de R$ 3,5 milhões a menos. Pelo estado que encontrei as finanças do município, cada centavo é muito importante”, destacou. De acordo com o tucano, a nova administração teria herdado cerca de R$ 2 bilhões em dívidas da gestão passada, sendo R$ 200 milhões apenas em restos a pagar.

Drenar 

Além do déficit financeiro herdado, o prefeito afirmou que as obras do projeto Drenar ainda demandarão mais R$ 111 milhões para serem concluídas. O valor contrasta com o anunciado por Marinho – que, no final de seu governo, sustentou que o término da intervenção dependia apenas de repasse pendente do governo do Estado no valor de R$ 50 milhões.

“Agora vamos apurar cada detalhe, mas é plenamente possível garantir que o município não tem recursos para arcar com a obra. Teremos de buscar financiamento e recursos do PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento) ou do governo do Estado. A obra está andando porque tem um contrato que não foi todo consumido, mas quando acabar não haverá recursos para continuar”, disse.

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