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Moradora de Diadema denuncia na Câmara negligência de Hospital Municipal

Moradora de Diadema denuncia na Câmara negligência de Hospital Municipal
Munícipe espera que seja aberta sindicância para apurar como sua mãe saiu do hospital. Foto: Arquivo

A dona de casa Elaine Miranda dos Santos acusa o Hospital Municipal de Diadema de ser responsável pela morte de sua mãe, Rosália Miranda do Nascimento, ocorrida no último dia 15. Rosália, que sofria de problema respiratório e usava oxigênio continuamente, foi internada em 11 deste mês na emergência do HM com quadro de apneia. “Ela estava tão mal que não consegui dar banho nela, porque não dava para ficar sem a máscara”, afirmou Elaine.

A munícipe relatou que a mãe ficou internada, sem acompanhante, aguardando vaga em um quarto. “Acabei fazendo amizade com a acompanhante de outra paciente e foi ela quem me avisou, na madrugada do dia 13, que minha mãe estava agitada, que estava dizendo que tinha alguém que queria matá-la”, explicou. “Essa pessoa disse, ainda, que as enfermeiras responderam que ela estava louca e que seria amarrada. Liguei na recepção e pedi informações, que alguém fosse vê-la na emergência, mas disseram que não era possível”, completou.

Segundo Elaine, por volta de 6 horas da manhã do dia 13, um táxi deixou sua mãe em frente à casa de uma tia. “Estava toda suja, sem oxigênio, um pouco confusa. Ninguém sabe o que ela passou, quanto tempo ficou andando por aí, nem onde”, pontuou. “Quando minha filha ligou no hospital para perguntar sobre ela, que já estava na nossa casa, novamente disseram que não poderiam vê-la, mas que não havia nada de anormal acontecendo”, relembrou.

Rosália, que nunca havia tido nenhum episódio de surto psicótico anteriormente, se suicidou no dia 15 de maio. “Se ela estava em surto, dentro de um hospital, por que não foi contida? Por que não deram um calmante, amarraram como foi ameaçado, mas por que não fizeram alguma coisa?”, questionou a filha, aos prantos, após denunciar o caso na tribuna da Câmara Municipal. “Procurei o ouvidor do hospital e o que ele fez foi ler dois versículos da bíblia. Ninguém falou em abrir uma sindicância, em fazer uma investigação, que é o mínimo que a gente espera”, concluiu.

Outro lado

Questionada sobre o caso, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Diadema informou que a administração do Hospital Municipal está cumprindo com suas responsabilidades a cerca dos pacientes. “Não houve negligência do HM sobre o caso. No momento da internação a paciente apresentava uma doença pulmonar (DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e não havia quadro de distúrbio. Quando há pacientes que apresentam alteração grave de comportamento como “surtos”, é realizada uma avaliação pela equipe psiquiátrica”, comunicou a nota.

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