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Montadoras aceleraram produção em janeiro, mas vendas caíram 5,2%

A produção de veículos começou o ano em alta, mas não foi acompanhada de recuperação nas ven­das, o que frustrou a expec­ta­tiva das montadoras.

Deixaram as linhas de montagem 174,1 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em janeiro, aumento de 17,1% ante as 148,7 mil unidades fabricadas no mesmo mês do ano passado.

Porém, no sentido inverso, foram licenciados 147,2 mil veículos em janeiro, queda de 5,2% ante as 155,3 mil unidades emplacadas no mesmo mês do ano passado. Contra dezembro do ano passado (204,3 mil), a perda de ritmo foi ainda maior, de 28%.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, atribuiu o aumento da produção à preparação, pelas montadoras, para um ano tanto de aumento nas vendas quanto nas exportações. Porém, reconheceu que o resultado de licenciamentos ficou ligeiramente abaixo das expectativas.

“Esperávamos que janeiro e o primeiro trimestre como um todo fossem difíceis. Afinal, apesar de diversos indicadores apontarem sinais positivos (na economia), o nível de desemprego ainda está alto. Nossa expectativa para o restante do ano é de melhora gradual”, comentou Megale.

No ano passado, a produção de veículos caiu 11,2% em comparação a 2015, enquanto as vendas recuaram 20,2% na mesma comparação.

Em dezembro, a Anfavea projetou para este ano alta de 11,9% na produção e crescimento de 4% nas vendas.
Em contrapartida ao recuo no mercado interno, as exportações somaram 37,2 mil unidades em janeiro, volume 56% superior as 23,8 mil do mesmo mês do ano passado, mas 40,8% menor do que as 62,8 mil embarcadas em dezembro.

“Este foi o melhor janeiro desde 2008 nas exportações. Isso nos dá a indicação de que teremos um bom ano de vendas externas”, disse o presidente da Anfavea.

Pesados

A situação é pior no segmento de pesados. Em janeiro foram licenciados 3.451 caminhões e ônibus, com queda de 36,7% ante as 5.449 unidades emplacadas no mesmo mês do ano passado. Na mesma comparação, no entanto, a produção aumentou 4,1%.

Isoladamente, as vendas do segmento de caminhões registraram o pior janeiro em duas décadas, o que levou Megale a avaliar a situação das montadoras como “dramática”.

Ainda segundo a Anfavea, o estoque de postos de trabalho no setor segue estável, com ligeira queda em janeiro de 0,04% contra dezembro.

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