Esportes, Futebol

Ministro da Saúde diz que vacinação não é imposição para Copa América

Ministro da Saúde diz que vacinação não é imposição para Copa América
Queiroga: “Os que estiverem vacinados, melhor, mas não será uma imposição a questão da vacina”. Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (7) que a vacinação contra a covid-19 das comitivas que disputarão a Copa América no Brasil não será obrigatória. A competição começa no próximo domingo. “Exigir-se a vacinação ou vacinar os atletas neste momento não traria imunidade até o início da competição”, afirmou Queiroga, durante entrevista coletiva.

O ministro citou outros exemplos de competições que têm ocorrido sem a exigência de vacinação, como o Campeonato Brasileiro. Segundo Queiroga, outros eventos internacionais que, em contrapartida, exigiram a imunização de jogadores, como os Jogos Olímpicos, não podem ser usados para comparação, uma vez que reúnem número maior de participantes, de todo o mundo, em uma única vila de atletas.

“Não será uma imposição a questão da vacina. Os que estiverem vacinados, melhor, mas não se fará esforço maior para se vacinar esses atletas agora, até porque a vacina poderia causar algum tipo de reação e isso poderia comprometer o ritmo competitivo dos jogadores”, disse o ministro da Saúde.

Segundo informou o coordenador operacional da competição, André Pedrinelli, os jogadores e comissão técnica de todos os países participantes farão um teste diagnóstico para a covid-19 a cada 48 horas.

Questionado sobre os encontros de torcidas vistos durante o Campeonato Brasileiro, o ministro da Saúde disse que as aglomerações acontecem independente da realização de partidas de futebol. Queiroga reforçou que “não há motivo sanitário para vedar a realização da Copa América no Brasil”. “Pode torcer na sua casa. Se vai fazer festa em casa, a consciência é de cada um. Não recomendamos isso. Não é essa Copa América que vai fazer isso (aglomerações) aumentar ou diminuir”, afirmou.

“Acho que (a Copa América) ser aqui no Brasil – sem fazer considerações aos sistemas sanitários dos outros países – oferece garantia aos nossos atletas de que teremos segurança sanitária adequada”, afirmou. A realização do evento esportivo em território brasileiros ocorre após a recusa de Colômbia e Argentina em sediá-lo.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*