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Ministro da Cidadania prevê reajuste de 50% para o Bolsa Família

Ministro prevê reajuste de 50% para o Bolsa Família
Segundo João Roma, o governo deve apresentar até o início de agosto MP que reformula programas sociais. Foto: Fabio Rodrigues Pozebbom/ABr

O ministro da Cidadania, João Roma, disse nesta quarta-feira (28) que o governo deve apresentar até o início de agosto uma medida provisória (MP) reformulando programas sociais e que o benefício médio do novo Bolsa Família deve subir 50% ou mais. Segundo o chefe da pasta, o programa terá o “maior valor possível”.

Atualmente, o Bolsa Família paga, em média, cerca de R$ 190 por família. Com 50% de reajuste, esse valor chegaria a R$ 285. “O valor médio do programa será tratado com a área econômica mais à frente. O presidente (Jair Bolsonaro) falou em reajuste de 50% (em relação ao Bolsa Família). Pretendemos isso ou até mais”, afirmou Roma, depois de se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em meio à contínua queda de sua popularidade, Bolsona­ro passou a prometer publicamente benefício de R$ 300 para o Bolsa Família em 2022, ano em que deve disputar a reeleição. Como mostrou o Estadão no mês passado, o valor pegou de surpresa os técnicos do Ministério da Economia, que trabalhavam com a reformulação do benefício médio dos atuais R$ 190 por família para R$ 250. O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente, chegou a falar em meio-termo, em R$ 270.

Segundo o ministro da Cidadania, a ideia do governo é lançar, em novembro, um novo programa de transferência de renda reunindo ações já existentes, como o Bolsa Família e o programa de aquisição de alimentos, e ampliar o número de atendidos para 17 milhões. Atual­mente, o programa beneficia 14,5 milhões de brasileiros.

Segundo Roma, o novo pro­­grama incluirá ainda ferramentas de capacitação e microcrédito. Como antecipou o Estadão, segundo minuta da MP, o go­verno quer permitir que até 30% do valor do benefício possa ser descontado na fonte para aba­ter empréstimos consignados.

Guedes disse que os cálculos apresentados pelo ministro da Cidadania para a criação de um novo programa social são “extremamente responsáveis” do ponto de vista fiscal. “Os programas sociais estão sendo feitos dentro da responsabilidade fiscal, com respeito ao teto.”

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