Uncategorized

Ministério Público Eleitoral pede explicações a Bivar

O Ministério Público Eleitoral pediu explicações ao PSL sobre “indícios de ilegalidades” na movimentação do dinheiro do partido levantadas pelo presidente Jair Bolsonaro e um grupo de parlamentares à Procuradoria Geral da República (PGR).

Bolsonaro acionou a PGR na última quarta-feira, pedindo o bloqueio do Fundo Partidário de seu partido e o afastamento, “em nome da transparência”, do presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE).

A notificação foi feita ao PSL e a Bivar por e-mail. O documento reproduz o pedido feito por Bolsonaro, que quer a abertura de investigação para a apuração do uso dos repasses à legenda.

“Vejo com naturalidade esse pedido. Vai ser bom para mostrar que não há nada de errado com as contas do partido”, afirmou o deputado Júnior Bozzella (PSL-SP), braço-direito de Bivar na disputa interna entre o dirigente e Bolsonaro. Os advogados do presidente da República afirmam que o PSL tem apresentado suas contas de “forma precária” . O pedido sugere ainda que a Receita Federal seja acionada.

Além de Bolsonaro, assinam a representação um grupo de 21 parlamentares alinhados ao presidente e seus dois filhos – Eduardo (PSL-SP) e Flávio (PSL-RJ). Eles acusam Bivar de administrar os recursos partidários numa “caixa-preta”.

No mesmo dia em que o presidente acionou a PGR, o PSL publicou, em seu site, o relatório de receitas e de despesas do partido em agosto. Em nota divulgada na quarta-feira, Bivar refutou as acusações. “Não são verdadeiras as insinuações de que o partido seria ou teria uma ‘caixa-preta’”, afirmou o presidente da legenda.

Fontes que acompanham o caso informaram que não há precedente de afastamento de presidente de partido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e, sim, de suspensão e bloqueio de recursos do Fundo Partidário.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*