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Michels vai participar de reunião no Consórcio Intermunicipal

Lauro Michels vai se colocar à disposição para debater projetos regionais. Foto: ArquivoO prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), afirmou que pretende participar da reunião ordinária dos prefeitos que será realizada hoje (1º) no Consórcio Intermunicipal do ABC. Será a primeira vez que o verde vai se reunir com todos os outros chefes dos Executivos da região após a Câmara Municipal ter autorizado a saída da cidade do colegiado.

“Vou ao Consórcio para me colocar à disposição e conversar com os prefeitos, mostrar as dificuldades. Inclusive, já falei com os prefeitos (de Santo André) Paulinho Serra (PSDB), (de Mauá) Atila (Jacomussi/PSB), (de São Caetano, José) Auricchio (PSDB), não tive ainda a oportunidade de falar com prefeito (de São Bernardo) Orlando (Morando/PSDB), mas estou conversando e vou pedir para que possa continuar fazendo parte da discussão”, declarou.

Michels afirmou, mais uma vez, que não decidiu deixar o colegiado por birra. “Não sai por motivo A, B ou C. Sai por motivo financeiro. Porque não estou conseguindo pagar as contas da cidade, e Diadema é uma situação atípica do ABC. As pessoas têm de entender que aqui é diferente. É uma cidade pequena, uma população que depende de serviço público, tem grande adensamento demográfico, são características que as pessoas tem que respeitar e entender a dificuldade”, destacou.

O verde relembrou a alegação que já fez em outras ocasiões, de que a cidade já contribuiu muito com o Consórcio e que espera a “compreensão” do colegiado. “Chegou a hora de a gente se estender as mãos, reinventar, repensar. Então, é isso que preciso fazer de discussão com os prefeitos e quero ir lá dizer que estarei à disposição para as discussões regionais. Para discussões de campanha de dengue, campanhas educativas, de trânsito e para discussão de projetos em conjunto para a divisa. Afinal de contas, tenho diversas obras na divisa de São Bernardo que preciso de interação com o prefeito Orlando”, destacou.

Saída

Michels anunciou em março, em entrevista exclusiva ao Diário Regional, que pretendia deixar o Consórcio. Enviou uma carta de desfiliação, mas o colegiado entendia que era preciso aprovação do Legislativo. A autorização só foi obtida em julho, quando o governo passou a ter maioria na Câmara. A cidade deve cerca de R$ 10 milhões em contribuições atrasadas e o colegiado alega que uma vez desfiliado, o município perde o benefício de parcelar a dívida, devendo quitar o saldo devedor à vista.

“Se tiver de pagar à vista vou preso”, declarou Michels. “Se tivesse o dinheiro estava contente. Preciso parcelar. Devo e não nego, quero pagar,mas também quero que as coisas continuem acontecendo, que Diadema continue participando das discussões. Terça-feira (hoje) estarei lá, fazendo parte da mesa, se me permitirem”, completou.

Questionado sobre o temor de uma possível judicialização da dívida, o prefeito afirmou que não se preocupa com isso. “Acho que o bom senso tem de prevalecer e os prefeitos tem que entender as dificuldades que a cidade está passando. Por trás de Diadema temos aqui 420 mil pessoas”, pontuou.

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