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Michels: ‘grande parte, de grandes problemas foi resolvida. Agora, o próximo prefeito terá outros desafios’

O prefeito Lauro Michels (PV) finaliza este ano seu segundo mandato e deixará o Paço. Crise econômica, queda na receita e, agora, pandemia fizeram parte dos oito anos de gestão do verde. Porém, mesmo em meio às dificuldades Michels destaca os avanços conquistados pela cidade. Em entrevista ao Diário Regional por ocasião do aniversário da cidade, o verde fala sobre as entregas de equipamentos e os programas lançados, além dos prêmios na saúde e os destaques na educação.

Para o próximo prefeito, Michels afirma que deixa engatilhados o novo hospital municipal e o plano para destinação correta dos resíduos sólidos, entre outros projetos.

“Não tem como entregar a prefeitura com superávit financeiro. Porém, grande parte, de grandes problemas foi resolvida. Agora, o próximo prefeito terá outros desafios, como as reformas administrativa e da Previdência , que precisam ser feitas”, pontuou.

Está finalizando seu se­gundo mandato. Tem algo de seu programa de go­verno que vai deixar em aber­to? Alguma obra que não entregou?

Sim. Não que deixei de entregar. Não finalizei a entrega ou não vou conseguir entregar pelo momento. O Hospital Municipal é o principal. Que foi uma luta desde que a gente assumiu. Quebramos um paradigma, mostrando que aquele prédio não era da cidade. Que era do INSS, um patrimônio da União.

A cidade paga um termo de uso daquele hospital, mas não temos uma planta para fazer a reforma. Não temos o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), onde você não consegue nem mesmo melhorar o local. Porém, mesmo assim, mesmo não podendo, estamos fazendo coisas lá. Não podemos deixar da forma que está.

Fizemos, agora, o sétimo andar inteiro. Uma adaptação que, está finalizando agora, das UTIs, para estarmos preparados se vier uma segunda onda de covid. Fizemos o centro obstétrico e o centro cirúrgico. Fizemos a porta de entrada do hospital e melhorias na recepção. Dividimos, na parte debaixo, o serviço da ortopedia.

Demos um novo fluxo para o hospital. Só que a grande questão é que, quando o processo estava saindo veio a pandemia e foram suspensos R$ 70 milhões que estavam destinados para Diadema pelo governo fe­deral. Todas as verbas federais foram destinadas ao combate do coronavírus. Então, tivemos esse problema. Lembrando que tem um inquérito aberto no Ministério Público Federal de São Bernardo, no qual Dia­dema faz parte, no qual o procurador e o promotor público estão acompanhan­do todo o processo que estamos fazendo do hospital.

Então, o hospital novo tem projeto e local para ir. Tem projeto de lei aprovado do local para onde vai, para sair o termo de posse do prédio e ficar totalmente lega­lizado. Tudo isso tem de ser lembrado para as pessoas. Que o trabalho foi feito e está sendo feito. A parte burocrática, praticamente, está pronta. Agora falta a parte de execução.

A burocracia emperrou. Ti­vemos um período que trocaram ministros da Saúde quatro, cinco vezes. Então, quando alguém fala de algo que não foi possível concluir, demonstra total desconhecimento da máquina pública, da gestão pública, da gestão política. Demonstra, ainda, total des­conhecimento da cidade dele. Quem fala que vai reformar o Hospital Público do Piraporinha, está falando besteira.

Porém, a principal obra que não consegui deixar pronta é o novo hospital com 190 leitos, com UTI neonatal, com a UTI infantil, da forma que tem de ser na Rua Oriente Monte, em um prédio que o dono deve para Diadema. Tem também o PAI (Pronto de Atendimento Infantil), que liberamos todos os recursos, mas que está em obras. Não vou entregar a obra, mas o próximo prefeito vai entregar o Pronto Atendimento Infantil que o PT fechou na Rua Itália. São as duas principais obras que não consegui entregar, que são relevantes.

Tem, também, a URE (Unidade de Recuperação Ene­r­gética) a principal solução do lixo da região. Assinamos toda a papelada com a Sabesp. Um projeto novo, revolucionário, que vai gerar emprego e renda. Que vai gerar energia e não vai ter combustão. O processo vai ser por gaseificação.

Todas as cidades assinaram um pacto, a Lei de Resíduos Sólidos Federal, que até 2022 as aterros vão se acabar e teremos de dar destinação final do lixo. Ignorante maior é quem fala que vai trabalhar só com reciclagem. Precisamos ter a destinação final do lixo, uma utilidade para esse lixo e é exatamente isso temos estudado desde 2014. Então, isso não nasceu hoje. Quando foi implementada a Sabesp em Diadema já começamos esse estudo pensando na Lei de Resíduos Sólidos, que era para 2016, foi prorrogada para 2020 e agora ficou para 2022/2023.

Ou seja, já fizemos a destinação. A Sabesp já assinou e entregamos o termo de posse do DLU (Departamento de Limpeza Urbana), que é a área que a prefeitura vai ceder para a usina. As pessoas falam: ‘vai montar uma usina ali. Lá é um lixão a céu aberto’. Hoje tem enxofre, chorume, rato e barata. Porém, vai virar uma usina de modernidade; de geração de emprego, energia e renda para a cidade. Diadema passa a ser sócia dessa unidade de recuperação ener­gética. Isso também é um grande legado que vou deixar para a cidade.

Falando em obras não entregues, e a Rede Lucy Montoro?

Fizemos a reforma para receber a Lucy Montoro. Hou­ve problemas na licitação do Estado pelo gerenciamento das OSs (Organizações de Saúde). Não é o prefeito quem faz essa licitação e é bom que isso fique claro para as pessoas. Fizemos toda a adaptação que foi pedida. A Lucy está garantida. Está no segundo andar do Quarteirão da Saúde. Já chegaram alguns equipamentos. Agora o Estado fez um decreto que só depois da pandemia que as coisas vão voltar a funcionar. Do contrário, a unidade da Lucy já estaria funcio­­nando desde abril.

Quais avanços destaca de sua gestão na área da saúde?

A reforma de 15 unidades de saúde. A informatização de todo o sistema. Completamos todas as equipes do Saúde da Família. Ficamos em segundo lugar no Prêmio de Saúde Bucal, perdemos só para Curitiba em termos de tratamento dentário e eficiência porque reformamos praticamente 46 consultórios odontológicos.

Fizemos o maior programa de retinografia da cidade. Readequamos a Unidade (Básica de Saúde) do Eldorado. Readequamos a Unidade do Paineiras, que nunca foi uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), que fique bem claro isso. Ninguém perdeu nada. Ali já não tinha classificação de UPA. Recuperamos o atendimento 24 horas, o que é diferente. Ampliamos o horário de atendimento de duas unidades de saúde, que são a do Promissão e do Serraria.

Renovamos 100% da frota do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Temos no Samu o melhor tempo-resposta da história do serviço em Diadema.

Temos ainda a UBS Vila Paulina, que estamos fazendo, e UBS Maria Teresa, que entregamos. Os CAPS são três. Em um local que tinha muito problema de estupro, violência, que era o terreno abandonado na esquina na Avenida Alda com a Manoel da Nóbrega e hoje vai sair um complexo de saúde mental, que são os novos CAPS da cidade.

Quando falamos de saúde não podemos deixar de falar de esgoto. É muito bom que as pessoas saibam que eu trouxe saúde por meio do esgoto. Vamos frisar que 15% foi o número que peguei de tratamento de esgoto quando assumi a cidade. Vou dei­xar com 65% do esgoto tratado e, até o primeiro semestre do ano que vem, com a obra do coletor-tronco da Avenida Casa Grande, teremos 81% do esgoto tratado. Só a obra do coletor Casa Grande re­presenta 30% do tratamento de esgoto da cidade, benefi­ciando 120 mil pessoas. Então, é muito importante ressaltar isso também.

Existe muita crítica sobre as ações neste período de pandemia.

Falo que os críticos têm de criticar o que não funcionou. Primeiro precisam aprender a trabalhar e depois criticar. Fizemos um processo em que fomos selecionados pelo Ministério da Saúde como uma das cidades que tiveram o melhor trabalho na questão da condução do coronavírus. Estamos com taxa de 91% de curados. Isso demonstra nossa baixa taxa de letalidade. Com isso, não preciso falar mais nada.

Quem critica esse tipo de coisa quer fazer politicagem. Não vou montar uma tenda branca em uma praça para falar que é um hospital de campanha, porque não vejo o povo com nariz de palhaço. Então, fizemos todo o traba­lho na cidade em termos de ampliação de UTIs. Tivemos, na região, um dos maiores números de UTI por habitante. Chegamos a ter aqui 30 leitos de UTI à disposição da população de Diadema, coisa que o município nunca sonhou em ter.

Fizemos ações diferenciadas com o Exército na cidade em desinfecção. Fizemos o Aluno em Casa, Merenda na Mesa. Fizemos a distribuição de cestas básicas e de kits de higiene. Fizemos boletins diários com os números da pandemia. Ou seja, escanca­ramos o problema e tratamos sempre com transparência.

Quem faz esse papel de dizer que não houve (boa condução das ações) está falando besteira, porque se a taxa de letalidade é uma das menores e a de cura é uma das maiores, não preciso dizer mais nada.

Como estão as finanças da cidade?

As finanças da prefeitura nunca vão estar bem. Pandemia, impeachment e crise econômica. Não tem como entregar a prefeitura com superávit financeiro. Se eu falar que existe, quem está sendo hipócrita sou eu. Porém, grande parte, de grandes problemas, foi resolvida. Ago­ra tem outros desafios. Tem a reforma administrativa que precisa ser feita. A reforma da Previdência que precisa ser feita, para a qual, inclusive, votamos um projeto obrigatório por emenda constitucional, que é o aumento da alíquota o servidor. Hoje temos o grande problema da Previdência. Vou deixar uma dívida previdenciária sim, mas essa dívida não nasceu com o Lauro. Essa dívida nasceu quando o Ipred (Ins­tituto de Previdência de Diadema) foi criado com R$ 100 mil e foi pego empréstimo de R$ 8 milhões por meio de projeto de lei na Câmara. Ou seja, o Ipred nasceu com R$ 7,9 mi­lhões de dívida.

Dívida previdenciária vai ficar. Restos a pagar vão ficar. Então, já estou admitindo aqui para o próximo gestor que não vou deixar superávit financeiro, mas vou entregar a prefeitura de uma forma financeira muito me­lhor do que encontrei. Muito mais saudável. Sem salários atrasados. Pagamos todos os salários em dia. Nunca tive um sequestro de receita da prefeitura. Pagamos os pre­catórios. Estamos pagando a dívida da ETCD. A da Saned está negociada e o pagamento está em curso, bem como outras dívidas com fornecedores que foram deixadas (pela antiga gestão).

O caixa da prefeitura, quando o (José de) Filippi (PT) saiu, deixou R$ 46 mi­lhões de restos a paga. Isso, se somar até hoje, quanto não dá? A prefeitura sempre veio falida de uma gestão para ou­tra. Na nossa gestão melhoramos muita coisa. Melhoramos leis tributárias. Fizemos programas de parcelamento fiscais. Fizemos vários tipos de programa para recuperar a receita da cidade, que hoje está em crescimento, as nossas receitas próprias, que são o ISS e o IPTU, com a regula­rização fundiária.
Agora, dizer que vou dei­xar a prefeitura quebrada, isso é besteira. Quando assumi a prefeitura tinha mais de R$ 2 bilhões em dívidas, sequestro de receita todo mês. É bom lembrar as pessoas que na época do`PT tinha sequestro todo mês. Reajuste de salário parcelado, quanto tinha, e salários atrasados. Então, vou deixar a prefeitura muito melhor para o próximo do que encontrei. Vai ter desafios? Muitos. O principal vai ser a Previdência. As minhas contas vão ser rejeitadas por causa da Previdência, já vou deixando avisado.

A segurança é sempre motivo de crítica.

Não vou me isentar de responsabilidade, mas vou lembrar que sofri com a falta de segurança no PT. Perdi meu pai sequestrado no centro de Diadema. Então, segurança sempre foi um problema crônico da cidade. Número não enche barriga de ninguém. Aqueles números que o PT apresentava, seu eu apresentar os meus hoje, e já apresentei nas minhas lives, os meus números de roubo e índices estatísticos são me­lhores do que da gestão do PT, mas isso, para mim, não é o suficiente. O suficiente é as pessoas terem a sensação boa de segurança nas ruas e fizemos um trabalho durante esse tempo para isso. Hoje temos o maior o contingente da GCM (Guarda Civil Municipal), são 295 agentes. Hoje temos porte de arma para os GCMs, que não tinha. Hoje temos veículos novos para os GCMs; renovamos praticamente a frota inteira da Guarda.

Fortalecemos a ROMU (Ronda Ostensiva Municipal), que era recém-criada quando iniciamos o mandato e hoje é forte e virou referência para o Brasil com o caminhão Tempestade, uma ideia revolucionária. Então, não vou falar para você que vou combater pancadão dando aula de violino. Vou combater pancadão dando porrada (sic) mesmo. Água, porrada e bomba. Não tem massagem. Se 20 cidades vieram buscar nossa ideia em Diadema é porque foi positiva e propositiva em uma ação de campo para proteger a integridade física os nosso guardas, além de não colocar em risco as pessoas no entorno do pancadão, porque quanto menos armas letais você usar menos se prejudica as pessoas. Por exemplo, gás lacrimogênio, gás de pimenta, são coisas que se pegar em uma pessoa alérgica pode até matar.

Fomos referência. Estamos sendo referência e consigo mostrar que peguei a cidade com mais de 60 pontos de bagunça e hoje temos 18, além de cinco pontos viciados, nos quais todo final de semana estamos.

Como deixa a cultura?

Demos cultura. Demos oportunidades. Demos tudo. Então, teve candidato dizendo que iria ampliar a cultura na cidade, isso é besteira. Todos os centros culturais foram reformados. A Casa da Música e o Centro de Memória foram reformados. O Teatro Clara Nunes foi reformado. Reformamos todos os equipamentos e ampliamos todas as oficinas. Hoje tem mais de 10 mil alunos sendo atendidos nelas.

Trouxemos a Fábrica da Cultura. Aumentamos a capacidade de atendimento. Então, não sei o que fazer mais para poder melhorar. É uma política contínua, que tem de ser feita na cidade ad eternun.

Considera o programa de regularização fundiária um de seus maiores legados?

A regularização fundiária é um projeto importantíssimo, porque traz dignidade para as pessoas. Você sai da concessão de habitação da sua casa e passa a ser proprietário efetivo de seu bem. Isso dá segurança, dignidade e esperança, porque a pessoa pode fazer financiamento e uma série de coisas.

Quero destacar alguns locais principais que já entregamos o título de propriedade: o Morro do Samba, um lugar problemático; o 15 de Julho e Bosque Real. O Coca Cola está pronto, só falta entregar. A Vila Popular está entregue. Ou seja, são mais de 120 mil pessoas que vão ser beneficiadas com a regularização fundiária aqui da cidade. É um programa importante, pois a pessoa também passa a pagar IPTU, é o social, mas passa a ser uma contribuinte efetiva.

Na habitação, o que gostaria destaca?

Quero destacar as 1.700 uni­dades que entregamos. Entretanto, quero ressaltar três bairros que são referências para mim e tenho certeza que fiz a diferença na vida das pessoas: Sítio Joaninha, Beira Rio e Iguassu. Quero destacar esses três bairros entre tudo o que fiz na habitação. Se contar tudo isso e dividir, dá mais de uma casa por dia.

E o transporte?

Tem a briga pela integração. É om que as pessoas saibam que isso é uma ação judicial que não tem como reduzir (o valor). Isso não existe. Quem está falando isso é uma proposta que esrá induzindo as pessoas ao erro. Ou a pessoa fala: Diadema vai pagar a integração, porque o munícipe não paga a vinda; ele paga a ida. Só paga R$ 1 quando sai do coletivo municipal e entra no interestadual. Quando sai do interestadual. e entra no municipal não se paga R$1. Então, se a pessoa quiser bancar, terá de pagar R$1 + R$1 e todos os aumentos que tiverem. De onde é que vai sair o dinheiro é a grande pergunta que faço. Falar que vai arrancar as catracas, eu fui lá arrancar. Então, não se arranca. Consegui lutar pela integração? Consegui. De R$ 2 reduzimos para R$1.
Então, reduzimos a integração para a cidade. Mantivemos um transporte de qualidade, renovando, praticamente, a frota como um todo. Criamos linhas. Linha para estudante da ETC, para o Sítio Joaninha e o Iguassu. Os novos têm maior conforto hoje. Criamos o aplicativo CitaMobi. Hoje os ônibus têm GPS.

Na área da educação…

Quero destacar as cinco creches que entregamos: a Ilhéus, a Betel , a Naval, a Irmã Dulce, a Sagrado Coração de Jesus e a Teotônio Vilela. O IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que vamos deixar a cidade com mais de um ponto de diferença do que quando assumimos. Isso é uma diferença enorme. Alcançamos a nota máxima do IDEB. Também reformamos 15 escolas, reformulamos o material e a merenda, que era macarrão com salsicha e hoje é de qualidade. Ganhamos também, com o Cidade na Escola, como o melhor programa educacional do Brasil em 2014, reconhecido pelo Itaú-Unicef, mundialmente conhecida. Então, esse é o maior legado que deixo nessa área.

Quero lembrar, também, os nove ecopontos que trouxemos para a cidade. O Natal Iluminado, que abrilhantou a vida das pessoas com o trabalho do Fundo Social. O Arraial da Gente, a Feira Noturna também são muitos importantes.

O Programa Mãos a Obra, importantíssimo, de inclusão de pessoas. É um programa de preparação de pessoas para recolocação no mercado de trabalho e também de manutenção da cidade. Outro programa que quero destacar é Claro que Fica, que tem várias etapas. Primeiro, a modernização do campo de iluminação, que gera economia. Com a economia você investe em tecnologia e aí você acopla a câmera. É um passo a passo. Estamos trocando lâmpada, braço e fio. O conjunto todo. Então, não é uma coisa feita nas coxas. É feita com carinho.

Fora isso, são mais de 460 vias que asfaltei na cidade. O povo só lembra da via ruim quando tem um buraco. Quando o Lauro tirou os buracos de mais de 465 ruas ninguém lembra. Reformei todos os parques da cidade, à exceção do Parque dos Jesuítas. Reformei os centros comerciais a cidade. Os três principais, Piraporinha, Centro e Serraria foram revitalizados.

Também quero destacar os campos de grama sintética, que é importantíssimo, pois acabou com o barro no Casa Grande, Jardim ABC, Vila Alice e Albatroz. Quero enfatizar, além do shopping novo no Serraria, a Unifesp, que era lá no Campo Sítio Morangaba e quiseram ir embora de Diadema. Mandaram um ofício para a prefeitura dizendo que aquele local não serve para a construção. Trou­xemos a faculdade para o centro de Diadema. Será um complexo universitário na Avenida Conceição, antiga Uniforja, onde está em obras o primeiro campus. São três: química, biologia e farmácia. Esses são os legados que deixo para Diadema.

Como foi seu relacionamento com a Câmara?

A Câmara sempre foi difícil, porque teria de ter uma prefeitura para cada vereador. Às vezes as pessoas não querem entender as dificuldades que você tem, principalmente quando não se tem uma formação dessas pessoas desde o início. Com a Câmara sempre tive um relacionamento republicano. Só que para um vereador saber as dificuldades do prefeito, tem de sentar na cadeira para ver como funciona.

Respeito todos os ve­rea­dores. Fui vereador, aliás, um dos que mais produziu na Câmara em número de projetos, indicação, requerimentos e até mesmo de inovação. Sempre fui um vereador atuante. Nunca fui hipócrita de votar contra projetos bons para a minha cidade. Vejo que hoje muitos lá na Câmara são assim.

Qual a diferença do Lauro que assumiu a cidade em 2013 e o que vai deixar a prefeitura?

A experiência. Hoje faria algumas coisas diferente. Principalmente em termos de equipe. Você aprende que pode sim ter uma equipe cada vez melhor. Que a vassoura nova varre bem. Sou um Lauro que faria as mesmas coisas que fez e como fez durante esse período todo de dificuldade econômica, porque dei o meu máximo. Faria tudo de novo, mas como uma pessoa com muito mais experiência para fazer as coisas andarem mais rápido. Não acreditar em histórias bonitas que te contam e não se findam. Hoje sou uma pessoa com experiência e posso ajudar a cidade muito mais.

Quais planos tem para o futuro?

O Lauro vai assistir um pouco da nova gestão. Porém, o futuro a Deus pertence.

um comentário

  1. Como vcs publicam tantas mentiras desse moleque sem pesquisar?
    Ele jogou uma tinta em alguns equipamentos,asfalto em algumas ruas,trocou algumas lâmpadas somente pra ter coisas pra inaugurar nesse fim de mandato.
    Ele está deixando o paço quebrado!
    Não fez,nada do que diz.
    As escolas em que trabalho estão caindo aos pedaços.
    Em uma delas tem verdadeiras cachoeiras nas lâmpadas quando chove e a biblioteca bem como o berçário estão destruídos!

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