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Michels e Jacumussi ameaçam instalar bloqueios se Doria não incluir ABC em flexibilização

Michels e Jacumussi ameaçam instalar bloqueios se Doria não incluir ABC em flexibilização
Maranhão, Jacomussi e Michels fizeram live após a reunião no Palácio dos Bandeirantes. Foto: Reprodução/Facebook

Os prefeitos de Diadema, Lauro Michels (PV), e de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), ameaçaram instalar barreiras sanitárias nas vias que saem da Capital e dão acesso a seus municípios caso o governador João Doria (PSDB) não reconsidere a decisão que deixou o ABC fora da flexibilização da quarentena.

Nesta quinta-feira (28), acompanhado de Michels e Jacomussi, o presidente do Consórcio Intermunicipal e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania), reuniu-se com o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Durante o encontro, Maranhão propôs a separação da Grande São Paulo em regiões, de forma a permitir enquadramentos diferentes no Plano São Paulo, lançado na última quarta-feira.

O plano gerou críticas entre os prefeitos porque manteve o ABC em quarentena, mas autorizou a flexibilização nas atividades econômicas na Capital e na maioria das cidades do Interior a partir de 1º de junho. A cidade de São Paulo está na Fase 2 (laranja), que prevê a reabertura de imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércios e shoppings, enquanto os demais 38 municípios da região metropolitana vão continuar na Fase 1, que mantém as restrições atuais.

“A gente espera que, amanhã (sexta-feira), o governador possa anunciar a separação da área metropolitana em regiões. Assim, a gente tem certeza de que o ABC terá maior flexibilização, haja vista que nossos números (de casos de covid-19 e ocupação de leitos) são melhores até do que os da Capital”, afirmou Maranhão, em live transmitida nas redes sociais da qual também participaram Michels e Jacomussi.

Os prefeitos tucanos de Santo André, Paulo Serra; de São Bernardo, Orlando Morando; de São Caetano, José Auricchio Júnior, e de Ribeirão Pires, Kiko Teixeira, acompanharam o encontro virtualmente. Vinholi informou que levará o documento ao governador João Doria.

Segundo a proposta, a Grande São Paulo seria dividida no âmbito do Plano São Paulo em seis regiões, correspondentes às Redes Regionais de Atenção à Saúde (RRASs), que teriam seus indicadores analisados separadamente. “Se não houver resposta, Diadema faz divisa com São Paulo e vamos instalar barreiras sanitárias no principal corredor e vamos causar problemas, porque precisamos nos proteger”, disse Michels.

“Da mesma forma, Mauá vai fazer barreiras nas alças do rodoanel e na divisa com a zona Leste (da Capital), porque precisamos proteger nossa população do contágio da covid-19″, reforçou Jacomussi. “Tenho certeza de que o governador terá sensibilidade, e o ABC terá uma avaliação separada.”

Michels voltou a propor a transformação do segundo andar do Quarteirão da Saúde, que abrigará unidade da Rede Lucy Montoro, em hospital de campanha. Segundo o verde, o espaço de 2.000 m² poderia abrigar mais de 100 leitos. Desde abril, Michels reivindica ao governo do Estado o custeio do equipamento.

Jacomussi ressaltou o impacto da quarentena sobre a economia regional. “Estamos vivendo uma pandemia social e econômica. Se perdurar esse isolamento teremos um aumento da crise social. É importante lembrar que o ABC tem o segundo maior PIB (Produto Interno Bruto) do Estado”, disse.

 

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