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Michels e Jacomussi contarão com maioria na Câmara em 2017

O prefeito reeleito de Diadema, Lauro Michels (PV), e o próximo chefe do Executivo de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), conta­rão a partir de janeiro com situação confortável em relação à governabilidade nas Câmaras.

Em Diadema, dos 21 vereadores eleitos, 14 (dois terços) pertencem a partidos que apoiaram o projeto de reeleição do verde. A situação é bem diferente da observada neste ano, o último do atual mandato, quando o chefe do Executivo precisou, algumas vezes, adiar projetos para os quais eram necessários os votos de dois terços da Casa.

Para projetos de lei complementar ou emendas à Lei Orgânica do município é necessária a aprovação de dois terços dos vereadores. Apenas do partido de Michels, o PV, foram eleitos seis parlamentares: Marcio Junior, Talabi Fahel, Rodrigo Capel, Paulo Bezerra, Albino Cardoso e José Hudsomar Rodrigues, o Zé do Bloco.

Pelo PSB, segunda maior bancada situacionista, há três vereadores: Marcos Michels, Sergio Mano e Célio Lucas de Almeida, o Celio Boi. A situação conta ainda com dois eleitos pelo PPS (Audair Leonel e Sergio Ramos) e dois pelo DEM (Salek Aparecido Almeida e Revelino Teixeira da Silva, o Pretinho do Água Santa).

Em recente visita ao Diário Regional, Michels disse esperar melhor relação com a Câmara do que teve no atual mandato. “Vou buscar a melhor relação possível: de paz, aberta, de forma mais saudável, porque na outra só apanhava, né? Não tinha ninguém. Tinha quatro vereadores do PV, só”, relatou.

Na oposição ficarão os petistas Orlando Vitoriano, Ronaldo Lacerda e Josemundo Dario Queiroz, o Josa, além de Luiz Paulo Salgado (PR) e dos três vereadores do PRB (Pastor João Gomes, Ricardo Yoshio e Cícero Antonio da Silva, o Cicinho).

Mauá

Em Mauá, a situação do prefeito eleito Atila Jacomussi (PSB) será ainda mais confortável. Dos 23 vereadores eleitos para a próxima Legislatura, 17 são, ao menos em tese, situacionistas.

Atila teve o maior arco de alianças da disputa municipal, com 11 legendas em sua coligação. No segundo turno, o socialista conquistou ainda o apoio de mais cinco siglas, das quais três apoiaram no primeiro turno o prefeito e candidato derrotado à reeleição, Donisete Braga (PT).

Na oposição ficarão apenas seis vereadores: Marcelo Oliveira (PT); Francisco Esmeraldo, o Chiquinho do Zaíra (PTdoB); Adelto Damasceno, o Adelto Cachorrão (PTdoB); Osvanir Carlos Stella, o Ivan (PTdoB); Ricardo Manoel de Almeida, o Ricardinho da Enfermagem (PTB), e José Wilson Ferreira, o Wilson Melão (PPS).

A base governista vai contar com 11 partidos diferentes. A maior bancada será a do pequeno PRP, com três integrantes: Admir Jacomussi, Helenildo Alves da Silva, o Tchacabum, e Vladimilson Garcia, o Bodinho.

Atila também terá suporte dos solidaristas Vanderlei Cavalcante, o Neycar, e Ozelito José Benedito, o Irmão Ozelito; dos tucanos José da Silva, o Pastor José, e Joelson Alves dos Santos, o Jotão; dos democratas cristãos Roberto Ferraz, o Professor Betinho, e Sinvaldo Gonçalves, o Sinvaldo Carteiro; de Robson Roberto Soares, o Betinho da Dragões (PR); Samuel Ferreira Santos, o Samuel Enfermeiro (PSB), Francisco de Carvalho Filho, o Chico do Judô (PEN), e Manoel Lopes (DEM).

Compõem ainda a sustentação vereadores de três partidos que apoiaram Donisete no primeiro turno e trocaram de lado no segundo: Severino do MSTU (PROS), Gil Miranda (PRB), Cincinato Freire (PDT) e Fernando Rubinelli (PDT).

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