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Michels diz que governo tem candidato e que adversários não são novidade

Michels diz que governo tem candidato e que adversários não são novidade
Michels: “o Filippi não é novidade e o Taka também não; os outros eram meus secretários até ontem”. Foto: Arquivo

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), afirmou em entrevista exclusiva ao Diário Regional que o governo já tem candidato e que os demais concorrentes ao Paço que se apresentaram até o momento não são novidade. Sem divulgar o nome do candidato governista, afirmou que o escolhido dará continuidade ao projeto político desenvolvido na cidade e que também trará renovação.

“O governo tem força, tem moral. Está aqui em pé entregando obras. Vamos lançar um novo. Uma pessoa aqui do governo, que continue dialogando com a população, levando o que é importante. Porque acredito que há renovação quando se coloca alguém em seu lugar, tendo em vista que, automaticamente, a pessoa acaba renovando algo”, pontuou.

Michels afirmou que o ex-prefeito José de Filippi, pré-candidato ao Paço pelo PT, não é novidade apesar do discurso que prega e que já teve oportunidade de mostrar trabalho em três mandatos. “O Filippi já teve a oportunidade por três vezes e deixou a cidade endividada. Vem pregando discurso de novidade. Que novidade pode trazer? As pessoas terão de se perguntar se querem o PT de volta. Terão de lembrar que a Diadema era cheia de buracos; que a Saned e a ETCD estavam falidas. Não é o Lauro que tem de fazer o retrospecto na mente dos eleitores. Agora o Filippi achou a fórmula mágica para o que não fez durante os três mandatos e ainda fica falando de mim, que nunca fiz nada contra ele”, disse.

O prefeito destacou que o petista foi prefeito em uma época que não existia Whats­App, Facebook e redes so­ciais, por isso, “a mentira era mais fácil de ser contada nos bairros, pois demorava para a verdade chegar”. “As pessoas não tinham acesso à informação. Hoje é muito mais rápido. Tenho um fiscal, por rua, do meu trabalho. A única vez que tive uma câmera digi­tal nas mãos, quando ainda era vereador, peguei duas toneladas de medicamentos vencidos no almoxarifado da saúde do Filippi. Eu morava ao lado do pronto-socorro e as pessoas batiam a noite inteira em casa porque não tinha um médico para atender a população. Hoje tem médicos. Basta lembrar da saúde de São Paulo no período que o Filippi era secretário, os problemas que tiveram. O (prefeito Fernando) Haddad (PT), mandou ele embora ”, ressaltou.

Michel afirmou que o Filippi quer trazer para Dia­dema o projeto de poder de um partido, mas acredita que a sigla deveria colocar um nome realmente novo para a disputa. “Ele quer trazer o PT, partido que respeito, mas poderiam vir com o Orlando Vitoriano, com o Josa (Josa Queiroz), Ronaldo Lacerda. Trazer outra pessoa, mas o Filippi não é novidade.”

OUTROS CANDIDATOS

O verde afirmou que os demais pré-candidatos, que adotam o mesmo discurso do petista, também não são novidade. Segundo Michels, Taka Yamauchi (PSD), que ficou em quarto lugar nas eleições de 2016, além de já ter sido candidato, trabalha na administração de Ribeirão Pires – é secretário de Obras no município.

“Vejo o Taka dizendo que é novo, mas não é. Foi candidato e trabalha em Ribeirão Pires. Quero que as pessoas visitem Ribeirão Pires e tirem suas conclusões. Vejam como está a manutenção dos equipamentos públicos, as ruas, o asfalto. Porque aqui prega um discurso, só que lá é outro. Então, já começa mentindo para a população. Diz que é novo, mas não é. Diz que nunca foi da administra­ção pública, mas é. Então, o Filippi não é novidade e o Taka também não”, afirmou.

Em relação aos demais pré-candidatos, Michels disse que todos são oriundos de seu go­verno e que eram secretários “até ontem”. “Não foram condizentes com minha gestão, porque faço traba­lhar. Se não querem trabalhar, mando embora. São pessoas que querem ir contra o gover­no ou se aliar com outros. Não tiveram coragem de sair (da administração) antes. Não vão (bem) com ninguém. Passaram pelo meu go­verno, pelo do Filippi, com todos os prefeitos que tiveram. Então, as pessoas têm de analisar.”

Michels afirmou que costumam dizer que ele não é de Diadema, mas esquecem que é daqui, que vive na cidade, bem como sua família, que tem comércio no município. “Acham que sou um alienígena que caiu em Diadema. Vivo, aqui, moro aqui e estou aqui. Quero que provem que sou de São Caetano ou outro lugar. Eu vivo na cidade, sei como era antes. Vendiam a Casa do Hip Hop para o mundo, mas não havia projetos para a juventude nos bairros. Pegam a Lei Seca, da dra. Maridite (Cristóvão), que fez ela perder a eleição, e vendem como a solução dos problemas de violência em Dia­dema. São falácias que não dão mais”, pontuou.

O prefeito afirmou que pretende dialogar com a população. Relembrar os períodos de pré-eleição no Sítio Joaninha, no Morro do Samba. “Vou fazer um exercício de memória com a população. Quando falavam que se eu ganhasse ia derrubar as casas, mas que se votassem neles dariam título da propriedade por 99 anos. As máquinas entravam antes da eleição. Acaba o período eleitoral as máquinas iam embora. É esse tipo de político que a população quer? Se é isso, acho que os incomodados (com esse tipo de político) terão de se mudar (da cidade)”, afirmou.

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