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Michels confirma favoritismo e é reeleito

Lauro Michels: “quero dizer aos que votaram em mim e aos que votaram no meu adversário, que vou governar para todos”. Foto: Eberly LaurindoO prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), confirmou o favoritismo e foi reeleito para mais quatro anos à frente da administração da cidade. O verde obteve 57,67% dos votos válidos (113.585), contra 42,33% (83.362) do opositor, vereador Wagner Feitoza, o Vaguinho (PRB). Brancos e nulos somaram 21,83% (55.019).

Desde o início da campanha Michels figurava na liderança das pesquisas eleitorais e não ganhou no primeiro turno por uma diferença pequena, já que teve 48,10% dos votos válidos. Vaguinho, que ficou em segundo lugar, recebeu 21,85% da preferência do eleitorado.

Em uma campanha marcada por ataques nas redes sociais, intensificados no período entre o primeiro e o segundo turno, o prefeito contou com a adesão de apenas um candidato derrotado na primeira fase do pleito, Silvino Roque Neto, o Russo (PMN). O apoio provocou racha no partido e cerca de 100 filiados deixaram a legenda para apoiar Vaguinho. Na semana que antecedeu a votação, no entanto, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), esteve na cidade em ato de apoio ao chefe do Executivo, arrastando verdadeira multidão no Centro da cidade e já dando uma ideia de que a disputa seria vencida pelo verde.

Propostas

Michels terá agora quatro anos para consolidar projetos apresentados e executados por sua equipe. Entre as propostas de seu plano de governo, está a construção de um novo complexo hospitalar, atrás do atual Hospital Municipal e de um Centro de Referência da Saúde da Mulher, entre outras (veja quadro).

“Vou aprender com os erros para aprimorar os acertos. Pude ver no que errei e no que acertei e quero dizer para todos os eleitores, os que votaram em mim, os que votaram no meu adversário, os que votaram nulo, branco e os que não foram votar, que vou governar para todos”, declarou o verde, logo após a apuração do total das urnas da cidade.

Bastante emocionado, Mi­chels agradeceu às pessoas que fizeram parte da campanha, em especial à sua família, à secretária de Assistência Social e chefe de Gabinete, Regina Gonçalves, e ao vice-prefeito eleito, vereador Márcio Paschoal Giudício, o Márcio da Farmácia (PV), que Michels chamou de “o ponto de equilíbrio dessa chapa”.

“Vamos implementar todas as melhorias possíveis no governo, qualidade no atendimento, conseguindo aprovar projetos que não tive maioria para fazer isso na Câmara, implementar um novo governo na cidade de forma diferente”, afirmou o prefeito reeleito. Questionado sobre mudanças no secretariado, em especial sobre o ex-secretário de Saúde, vereador Jose Augusto da Silva Ramos (PSDB), que não se reelegeu, Michels foi comedido. “Agora não é momento de falar quem vai ser mantido como secretário. Vou mudar minha equipe inteira, isso que tem de ser falado, porque renovação em governo faz bem para todo mundo”, concluiu.

O candidato derrotado não atendeu a imprensa, mas sua assessoria de imprensa distribuiu nota. “Encerrado o resultado das urnas com a reeleição do atual prefeito, o candidato Vaguinho agradece os votos e a atenção da mídia e reafirma que a campanha sempre se pautou pela melhoria da qualidade de vida dos 415 mil moradores de Diadema e que o candidato continuará lutando por isso.”

‘Afinidades’ entre partidos pode ser trunfo para Michels

Com a derrota do PT no segundo turno em Santo André e Mauá, além da perda que já havia sido registrada no primeiro turno em São Bernardo, todas as cidades da região contam, agora, com administrações de partidos da base do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do presidente Michel Temer (PMDB). Essa “afinidade” pode ser um trunfo para a nova gestão do prefeito reeleito de Diadema, Lauro Michels (PV).

“Vamos buscar parcerias. Tenho muita amizade com o Paulo (Serra/PSDB, eleito em Santo André), com Orlando (Morando/PSDB, eleito em São Bernardo), com o Atila (Jacomussi/PSB, eleito em Mauá), temos amizade, mas também temos um partido, PV, que eu resoeito muito, me deixou aqui, me deu estrutura”, citou.

“Vamos buscar pelo bom relacionamento que temos com o governador e também vamos atrás do governo federal. O governo federal tem que ajudar o prefeito Lauro Michels, o ABC, a nossa região metropolitana, que é uma região populosa”, destacou.

Aprovação da PEC

Michels afirmou que vai esperar a aprovação final do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita os gastos do governo federal, para ver quais serão os cortes necessários na administração municipal. “É uma matéria que vai impactar muito nos investimentos. Porém, já deflacionamos nosso orçamento em 12%, a fim de que pudessesmos fazer as projeções certas para o próximo governo e estamos agora buscando parcerias com o governo do Estado para finalizarmos projetos que já estão em curso, para atender à população, e projetar Diadema até 2020, para que com um cenário econômico de melhora a gente possa trazer todos os benefícios para Diadema”, concluiu.

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