Diadema, Política-ABC, Sua região

Michels cobra novamente lealdade de vereadores de chapa governista

Michels: “Conto com o emprenho de vocês para a gente aprovar projetos pelo vem da cidade”. Foto: Eberly LaurindoMais uma vez, o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), criticou os vereadores do DEM (Salek Aparecido Almeida e Revelino Teixeira de Almeida, o Pretinho do Água Santa) e do PPS (Audair Leonel, Sérgio Ramos da Silva, o Companheiro Sérgio e Jeoacaz Coelho Machado, o Boquinha) por não serem leais ao governo. Os dois partidos estão, ainda extraoficialmente, na oposição ao prefeito, desde que os ex-secretários de Transportes José Carlos Gonçalves (PPS) e de Cultura Paulinho Correria (PEN) deixaram seus cargos.

“Tudo tem limite. Temos mais partidos que participaram.Tem pessoas que precisam ser prestigiadas . Estou dando atenção necessária aos partidos que fizeram vereadores, mas não posso esquecer da minha base”, afirmou o verde, justificando que o bloco formado por DEM, PPS e PEN estava reivindicando cada vez mais espaço na administração.

Para o prefeito, a população vai cobrar a posição dos parlamentares, que se elegeram em uma chapa de apoio à sua reeleição, e agora estariam se posicionando contra o governo. “Não tenho duvidas que começa de uma forma desconfortável. Porém, tenho que certeza que a chapa elegeu 14 vereadores, então, a população começa a fazer o julgamento da postura desses vereadores que chegaram junto ao governo”, afirmou. “A população vai começar a cobrar a postura de partidos que chegaram na base, que tinham secretaria, se o governo está ruim, esse partido ajudou ficar ruim. Não pode falar algo se também participou. Tem que ter coerência”, concluiu.

O vereador Josemundo Dario Queiroz, o Josa (PT), líder do bloco formado por PT, PRB e PR, e virtual líder do chamado G12, que reúne os doze parlamentares do bloco declaradamente de oposição e do bloco que estaria deixando o governo, classificou a fala do prefeito como “contrária à lógica política”. “Se os partidos deram apoio, é claro que vão querer espaço. E cabe ao governo conversar, fazer concessões. É natural da política. Ou ele vai dizer que quem está no governo não faz parte de nenhum grupo político?”, questionou.

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