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Metalúrgicos fecham acordo salarial com o Grupo 2

Metalúrgicos fecham acordo salarial com o Grupo 2
Luizão: “As negociações com o Grupo 2 se mostraram muito difíceis”. Foto: Arquivo

Os metalúrgicos e a bancada patronal do Gru­po 2 (máquinas e eletrônicos) chegaram a um acordo referente à campanha salarial deste ano. O reajuste será de 3,8%, sendo 3,28% de reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais 0,5% de aumen­to real, re­troativo a 1º de setembro, data-base da categoria.

Os trabalhadores do Grupo 2 têm vigente Convenção Coletiva de Trabalho, que assegura as cláusulas sociais até 31 de agosto de 2020.

“No Grupo 2, as negociações se mostraram muito difíceis. Os patrões usaram a decisão do governo Jair Bolso­naro de reduzir o Imposto de Importação de máquinas e componentes eletrônicos (para negar o reajuste), alegando que essa política vai causar muita dificuldade ao setor, tentando sempre puxar as negociações pra baixo”, disse o presidente da Federação Estadual dos Me­talúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (FEM/CUT), Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão.

A FEM/CUT negocia em no­me de 190 mil trabalhadores de 14 entidades no Estado, incluin­do o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que re­presenta 70 mil operários. O número não inclui os funcionários das montadoras, que estão fora da campanha, porque negociam acor­dos individualmente.

Segundo a FEM/CUT, já fo­ram fechados acordos com as bancadas patronais do Sindicel (condutores elétricos, trefilação e laminação de metais não ferrosos), Sindratar (refri­geração), grupos 3 (forjaria, au­topeças e parafusos), 8.2 (esquadrias metálicas, trefilação e laminação de metais ferrosos) e 8.3 (equipamentos ferroviários).

A entidade enviou avisos de greve para as bancadas patronais de Estamparia, Fundição e Grupo 10 (lâmpadas, material bélico e equipamentos odontológicos), com as quais ainda não concluiu negociações.

REFERÊNCIA

O acordo fechado com o Sindicel tornou-se referência para as demais negociações. A proposta terá validade de dois anos e prevê reajuste de 3,8%, com correção dos pisos e teto pelo INPC e criação do salário de entrada. Para o ano que vem, os salários serão reajustados pelo INPC mais 0,5% de aumento real.

Segundo o presidente da FEM/CUT, os grupos patronais de Fundição e Estampa­ria, com os quais ainda não foi fechado acordo, prometeram responder até o final desta semana à proposta da entidade. O G10 mantém a oferta de conceder apenas os 3,28% de reposição da inflação, sem aumento real, já rejeitada em assembleia geral da categoria.

um comentário

  1. Sou pintor te autos em uma oficina de quanto e o meu reajuste deste ano para 2020

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