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Metalúrgicos do ABC e CUT se reúnem com Arthur Lira por vacinação e empregos

Metalúrgicos do ABC e CUT se reúnem com Arthur Lira por vacinação e empregos
Sindicalistas levaram a Arthur Lira propostas para o enfrentamento à pandemia. Foto: Divulgação

O diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e presidente da IndustriALL-Brasil, Aroaldo Oliveira da Silva; e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, reuniram-se nesta sexta-feira (19) em Brasília com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para apresentar propostas e cobrar medidas emergenciais diante do agravamento da pandemia de covid-19.

Oliveira apresentou ao presidente da Casa o documento entregue nesta semana pelo sindicato à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), ao Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e ao governador João Doria (PDSB), o “Acordo Emergencial em Defesa da Vida e do Trabalho”.

O sindicato defende ações definidas em conjunto por representantes de trabalhadores, empresas e poder público, já que, para a entidade, não há coordenação nacional de enfrentamento da pandemia. A pauta para as associações patronais inclui a defesa do isolamento social, com programas de proteção ao emprego e renda; a compra de vacinas pelas empresas para doação ao Sistema Único de Saúde (SUS), no primeiro momento; apoio privado ao sistema público de saúde; reconversão industrial e crédito para as empresas da cadeia automotiva.

“A reunião foi de extrema importância para que os representantes dos trabalhadores consigam dialogar com a Câmara dos Deputados sobre políticas de enfrentamento à pandemia. Para que nossas propostas se efetivem, é fundamental a articulação com o Legislativo, já que serão necessários mecanismos para que o setor privado dê suporte ao SUS”, afirmou Aroaldo.

“O diálogo sobre política industrial também foi essencial, porque até agora não encontramos neste governo nenhuma possibilidade de diálogo para as questões relacionadas aos trabalhadores e à indústria”, completou.

AUXÍLIO

Na ocasião, os dirigentes também entregaram a pauta conjunta das centrais sindicais, que inclui auxílio emergencial no valor de R$ 600, medidas de proteção dos empregos e um plano nacional de vacinação.

Em nota conjunta, as centrais defenderam a urgência da reedição do programa de complementação salarial em casos de acordos de redução de jornada ou suspensão temporária do contrato de trabalho.

Devido ao agravamento da pandemia, as centrais exigem que haja negociação coletiva, manutenção da garantia de emprego pelo dobro do tempo dentro do programa, financiamento com fontes de recursos extraordinários que não recaiam sobre os trabalhadores, entre outros.

Outro ponto de destaque na reunião foi a necessidade urgente de reindustrialização do país. Os representantes dos trabalhadores discutiram com Arthur Lira o estudo apresentado nesta semana pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que mostra o desmonte das empresas no Brasil e a consequente perda de empregos e investimentos ocasionados pela Operação Lava Jato. Entre os efeitos estão a perda de R$ 172 bilhões em investimentos e o fechamento de 4,4 milhões de postos de trabalho.

Como definição da reunião, Arthur Lira instituiu grupo tripartite, com participação sindical, para criar instrumentos e regramentos que impeçam a repetição dessa destruição. Aroaldo também apresentou a IndustriALL-Brasil e defendeu uma indústria nacional forte no país.

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