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Metalúrgicos aprovam proposta do Sindicel, e reajuste de 3,8% vira referência para demais grupos

Metalúrgicos aprovam proposta do Sindicel, e reajuste de 3,8% vira referência para demais grupos
Assembleia também aprovou a entrega do aviso de greve às demais bancadas patronais. Foto: Adonis Guerra/SMABC

Os trabalhadores da base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC aprovaram, na noite desta sexta-feira (11), proposta apresentada pela bancada patronal do Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Sindicel), que passa a ser referência para os demais grupos de negociação da categoria.

A proposta econômica do Sindicel terá validade de dois anos e prevê reajuste de 3,8%, com correção dos pisos e teto pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidir (INPC) e criação do salário de entrada. Para o ano que vem, os salários serão reajustados pelo INPC mais 0,5% de aumento real.

Realizada na subsede do sindicato, em Diadema, a assembleia também aprovou a entrega do aviso de greve para as demais bancadas patronais.

A pauta de reivindicações foi entregue aos sindicatos patronais no dia 4 de julho. Neste ano, cinco grupos terão negociação somente econômica, uma vez que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi assinada em 2018 com validade de dois anos: Grupo 2 (máquinas e eletrônicos), Grupo 3 (forjaria, autopeças e parafusos), Sindratar (refrigeração), Sindicel e Fundição.

Nos grupos G8.2 (esquadrias metálicas, trefilação e laminação de metais ferrosos), G8.3 (equipamentos ferroviários), Estamparia e G10 (lâmpadas, equi­pamentos odontológicos, iluminação, material bélico), a pauta é cheia. Nos três primeiros, a validade das cláusulas sociais e econômicas terminou em 31 de agosto, enquanto o G10 não tem CCT assinada.

O sindicato é representado na mesa de negociação pela Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (FEM-CUT), que negocia em nome de 190 mil operários de 14 entidades no Estado, dos quais 70 mil no ABC. O número inclui os metalúrgicos das montadoras, que estão fora da campanha, porque negociam acor­dos individualmente. A data-base da categoria é 1º de setembro.

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