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Mesmo com piora no emprego, ABC cresce em ranking de cidades mais desenvolvidas

Mesmo com piora no emprego, ABC cresce em ranking de cidades mais desenvolvidasEm um ano de forte re­tra­ção de 5% do Produto Inter­no Bruto (PIB) e de perda de 53.779 postos de trabalho com carteira assinada, o ABC melhorou no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), levantamento anual rea­lizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro que acompanha a situação socioeconômica do país.

O indicador, que está na 12ª edição, avalia três áreas: Emprego & Renda, Educação e Saúde, por meio do monitoramento de dados oficiais sobre mercado de traba­lho e rendimento, atendimento à saúde básica e ensino infantil e fundamental, entre outros.

Ao sintetizar os dados dessas três áreas, a Firjan produz um índice que varia de zero a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor a situação local. Com base no indicador, a Firjan se­para os municípios em quatro níveis: com IFDM acima de 0,8, classificados como de de­senvolvimento alto; entre 0,6 e 0,8, como moderado; entre 0,4 e 0,6, como regular; e abaixo de 0,4, como de baixo desenvolvimento.

Cinco dos sete municípios do ABC estão no primeiro ní­vel (desenvolvimento alto), re­­ser­vado a apenas 7,9% das cidades (431). As demais estão no patamar moderado, que abriga 68,4% das localidades (veja quadro ao lado).

Somente dois municípios da região (São Caetano e Santo André) fi­­guram na lista dos 100 mais desenvolvidos do país. Ainda assim, o estudo traz boas notícias para o ABC, uma vez que os sete melhoraram seu índice na passagem de 2015 para 2016. Na média, o crescimento foi de 2,5%.

Além disso, só duas ci­dades (São Bernardo e Mauá) per­de­ram posições no ranking.

Curiosamente, o crescimento dos sete índices foi pu­xado pela variável de Emprego & Renda, enquanto as de Educação e Saúde se mantiveram praticamente estáveis.

A analista de estudos eco­nômicos do Sistema Firjan Anna Carolina Gaspar expli­cou que a melhora foi pu­xada pelo dado da renda, enquanto o do emprego pio­rou.

Em 2016, o ABC fechou 6,85% de seus postos de trabalho com carteira assinada, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho.

“A vertente de Emprego & Renda é composta de dois componentes: geração de vagas e rendimento. A primeira parte caiu, porque o mercado de tra­balho continuou fechando vagas em 2016. Porém, a componente de renda aumentou, devido à política de reajuste do salário mínimo, que fez com que o rendimento crescesse mesmo sem geração de empre­gos”, explicou Anna Carolina.

Naquele ano, o salário mínimo teve reajuste de 11,6%, pa­ra R$ 880, mas não houve aumento real (acima da inflação).

ACIMA DA MÉDIA
Anna Carolina lembrou também que, na Educação, os sete municípios têm variáveis acima da média nacional. “São Caetano, por exemplo, tem nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) muito superior à meta do Ministério da Educação”, destacou a analista.

Na Saúde, Anna Carolina comentou que São Caetano também se destacou na variável de Atendimento Ade­quado no Pré-Natal, “muito acima da média nacional”.

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