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Mercedes-Benz abre mil vagas na fábrica de São Bernardo

Mercedes-Benz abre mil vagas na fábrica de São Bernardo
A fábrica da Mercedes-Benz no ABC atualmente tem 8,5 mil funcionários. Foto: Divulgação

A  Mercedes-Benz informou nesta quarta-feira (24) a contratação de mil trabalhadores para a fábrica de São Bernardo. A maior parte das vagas abertas no início do ano contempla temporários (por seis meses a um ano, com possibilidade de renovação) e aprendizes efetivados.

O anúncio foi feito pelo presidente da empresa no Brasil e na América Latina, Karl Deppen, durante entrevista coletiva. Durante o evento, a montadora confirmou que vai investir mais R$ 800 milhões até o ano que vem para concluir o plano de investimentos iniciado em 2018, o qual prevê aporte total de R$ 2,4 bilhões no Brasil.

empresa informou ainda que, com as quase 27 mil unidades vendidas no país no ano passado, o Brasil voltou a ser o maior mercado de caminhões da marca alemã no mundo. O volume supera os 24,5 mil caminhões vendidos na Alemanha, que caiu para a segunda posição no ranking de mercados globais da montadora.

A expectativa da empresa para 2021 é de alta de 15% do mercado brasileiro de caminhões, para o total de 101 mil unidades, e de 13% nas vendas de ônibus, para 16 mil unidades. A aposta é de que o transporte de commodities em geral e da safra agrícola puxe, juntamente com a expansão das entregas do comércio eletrônico, a recuperação dos veículos de carga em meio a um aguardado crescimento de 3,4% da economia neste ano.

Do lado dos ônibus, segmento no qual a marca também é líder no Brasil, a Mercedes acredita que a demanda deve vir dos segmentos de fretamento e da volta dos pedidos de ônibus escolares. Porém, a tendência é que o mercado de coletivos continue pressionado no primeiro semestre pelo isolamento social voluntário e pelas restrições de circulação decorrentes da pandemia.

Para Deppen, dada a dependência do Brasil ao transporte rodoviário, a indústria de veículos comerciais vive situação diferente em comparação à dos carros de passeio, sensíveis aos impactos de crises sobre o consumo que levaram a anúncios de fechamento de quatro fábricas desde dezembro: três da Ford e uma de automóveis de luxo da própria Mercedes em Iracemápolis, no Interior paulista.

“Não podemos ignorar a relevância de fatores macroeconômicos para o transporte, mas estamos convencidos de que o Brasil é um grande mercado e temos longa história no país. É importante manter o plano de negócio e investimentos porque estamos convencidos de que existe necessidade de transporte. É por isso que estamos aqui”, afirmou Deppen.

Depois de investir R$ 1,6 bilhão nos últimos três anos, sendo a maior parte (R$ 1,4 bilhão) destinada ao desenvolvimento e produção da família de extrapesados Actros, o foco dos investimentos da Mercedes-Benz a serem concluídos até 2021 está na modernização das linhas de câmbio, motor e eixos da fábrica de São Bernardo, juntamente com o desenvolvimento de serviços e produtos com tecnologias de conectividade e mobilidade de baixa emissão.

A fábrica do ABC atualmente tem 8,5 mil funcionários. “Precisamos continuar trabalhando na nossa competitividade e temos um plano forte em sustentabilidade. Esses são os ingredientes que definem nossos planos para o futuro”, comentou Deppen, ao reforçar a meta de repetir a liderança do mercado de comerciais neste ano, mas com bom desempenho também financeiro.

As vendas de caminhões da Mercedes-Benz no Brasil caíram 4% em 2020. Porém, como o declínio foi inferior ao da concorrência, a participação de mercado subiu para 31,6%.

FALTA DE INSUMOS

Durante o encontro com jornalistas, a direção da empresa citou o programa nacional de vacinação, a aprovação da reforma tributária e as dificuldades de abastecimento das linhas de montagem – com falta de insumos e aumento de preços de materiais como o aço – na lista dos maiores desafios deste ano.

Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing de Caminhões e Ônibus da montadora, afirmou que a crise de abastecimento de peças está longe de ser resolvida. “Temos vários problemas de fornecimento. Isso não é segredo para ninguém”, afirmou o executivo, confirmando que os componentes eletrônicos estão entre os itens em que a Mercedes vem encontrando dificuldades para adquirir. “É uma briga diária de nosso time de logística para abastecer as linhas de produção.”

A escassez global de chips, que já parou fábricas do mundo inteiro, começa agora a paralisar linhas de produção também no Brasil. “Temos grande fragmentação na cadeia de suprimentos, falta de contêineres, desarranjos em portos globais. A alternativa do frete aéreo ficou extremamente cara”, observou Leoncini. Segundo o executivo, a falta de espaço em galpões de aeroportos para guardar cargas também limita uma solução do problema pelo transporte aéreo.

3 Comentários

  1. Bom dia, gostaria de deixar meu currículo,qual é link?

  2. Eder Luís Fernandes mendes

    Abastecedor de linhas de produção sou empilhador montador embalador conferente de material e montador auxiliar de serviços gerais

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