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Mercado reduz projeção do PIB pela 12ª semana consecutiva, para 1,24%

Mercado reduz projeção do PIB pela 12ª semana consecutiva, para 1,24%
Relatório do Banco Central refletiu esfriamento das expectativas econômicas. Foto: Arquivo

A expectativa para o Pro­duto Interno Bruto (PIB) neste ano recuou pela 12ª semana consecutiva e passou da alta de 1,45% para 1,24%, segundo o Relatório de Mercado Focus, divulgado ontem (20) pelo Banco Central. Há apenas quatro semanas, a estimativa de crescimento para a economia em 2019 era de 1,71%.

A deterioração nas expectativas vem se acelerando. No início do ano, os economistas de mercado financeiro projetavam alta de 2,53% no PIB. Porém, os indicadores têm se mostrado desanimadores. Divulgado na semana passada, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – visto como espécie de prévia do PIB – indicou retração de 0,68% no primeiro trimestre do ano em comparação ao quarto tri­mestre do ano passado.

Além disso, as incertezas em relação à aprovação da reforma da Previdência e a crise na relação entre o go­verno do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o Congresso reforçam o temor de mais um ano perdido.

Para o próximo ano, o mercado financeiro manteve a previsão de crescimento da economia em 2,50%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB neste ano é de 2,0%. Esse porcentual foi divulgado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março, mas deve ser revisto no próximo documento, em junho.

Espera-se para esta semana que o Ministério da Economia também divulgue sua nova expectativa para a expansão da economia, rebaixando-a. Ainda assim, o número deve ficar desatua­lizado em comparação ao do mercado. A equipe econômica deve mudar a expectativa de alta de 2,2% para cerca de 1,5%.

PESSIMISMO

O esfriamento das expec­tativas se espalhou para outros indicadores do Focus divulgado ontem. A projeção para o avanço da produção industrial neste ano caiu de 1,70% para 1,47%. Já a relação entre o déficit primário e o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou de 1,37% para 1,39%. No caso de 2020, permaneceu em 0,90%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,35% e 0,90%, respectivamente.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública, enquanto o resultado nominal reflete o saldo após as despesas com juros.

O relatório mostra ainda que a mediana para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – que mede a inflação oficial do país – neste ano passou de 4,04% para 4,07%. Há um mês, estava em 4,01%. A projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

 

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