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Mercado espera redução da taxa Selic em 0,50 ponto, para 13,25% ao ano

Goldfajn sinalizou que o BC vai intensificar ritmo de cortes se economia seguir fraca. Foto:  Marcelo Camargo/ABrO Comitê de Política Monetária (Copom) do Ban­co Central deve promover amanhã (11) a terceira que­da consecutiva dos juros básicos (Selic) e a primeira acima de 0,25 ponto porcentual dentro do atual ciclo de afrouxamento monetário. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano.

Com a inflação em declínio e a demora na recuperação da economia, a maioria das projeções do mercado financeiro concentra-se no corte de 0,50 ponto porcentual da Selic, para 13,25% ao ano.

Levantamento da agência Bloomberg revela que, de um total de 40 economistas, 35 esperam redução dessa magnitude. Outros quatro projetam queda maior, de 0,75 ponto, e apenas um estima diminuição de 0,25 ponto porcentual.

Na pesquisa semanal Focus, do BC, divulgada ontem (9), economistas do mercado mantiveram a expectativa de redução de 0,50 ponto.

O Goldman Sachs prevê queda de 0,50 ponto, mas considera que há pelo menos 40% de chance de o Copom reduzir a Selic em 0,75 ponto. “Essa probabilidade pode aumentar se o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial) de dezembro vier significativamente abaixo da expectativa”, projeta.

Ainda segundo o Goldman, os dados fracos do mercado de trabalho e de atividade econômica e a pressão sobre o BC para intensificar o ritmo de cortes podem levar à redução de 0,75 ponto.

O IPCA de 2016 será conhecido amanhã cedo, horas antes do anúncio do Copom. A mediana das estimativas coletadas pela Bloomberg é que o indicador calculado pelo IBGE tenha terminado o ano passado em 6,34%, abaixo da variação de 12 meses acumulada em novembro, de 6,99%.

Algumas instituições, co­mo o Itaú Unibanco, passaram a prever corte de 0,75 ponto da Selic depois que a produção industrial de novembro ficou abaixo do esperado. Divulgado na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador cresceu apenas 0,2% na comparação com outubro, contra estimativas de alta de 1,3%.

“A queda na inflação (mais intensa do que o esperado) e a perspectiva de retomada econômica ainda mais lenta do que se antecipava sugerem corte mais agressivo nos juros”, diz o Itaú, em relatório. “Acreditamos que o Copom vai reduzir a Selic em 0,75 ponto, que nos parece ser coerente com sua comunicação atual, bem como com os últimos indicadores econômicos.”

Além disso, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reforçou em dezembro a mensagem da mais recente reunião do Copom, realizada em 30 de novembro do ano passado, de que o BC vai intensificar o ritmo de corte da taxa básica de juros se a atividade econômica permanecer fraca.

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