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Mercado de veículos novos tem melhor maio em cinco anos puxado por vendas diretas

Mercado de veículos novos tem melhor maio em cinco anos puxado por vendas diretas

O mercado de veículos novos continua des­toan­do de ou­tros segmentos da economia brasileira em 2019 e segue crescendo – impulsionado, é verdade, por vendas diretas (para frotistas, locadoras, taxistas, pessoas com deficiência), normalmente feitas com elevados descontos.
Em maio, os emplacamentos de automóveis, comerciais leves, ca­minhões e ônibus somaram 245,4 mil uni­dades, volume 21,6% superior ao do mesmo mês de 2018 e 5,8% acima do de abril passado.

Trata-se do melhor resultado para o mês dos últimos cinco anos, segundo dados divulgados ontem (3) pela Fede­ração Na­cional da Distribuição de Veí­culos Automotores (Fena­brave), que re­presenta as concessio­nárias. É também o melhor de­sempenho mensal de 2019.

No acumulado do ano, as vendas subiram 12,5% em relação ao volume emplacado de janeiro a maio de 2018, somando 1,085 milhão de unidades.

Do total de unidades vendidas em maio, 46,8% dos negócios foram fechados sem intermédio de concessionária.

Nesse tipo de venda, a entrega do carro é feita por uma revenda, que é remunerada por isso. No entanto, essa comissão costuma ser bem menor.

Em nota, o presidente da Fe­­nabrave, Alarico Assumpção Jú­nior, destacou que, entre abril e maio, houve aumento de apenas 1% nas vendas diárias – o que, no entendimento do executivo, configura estabilidade no setor.

“Esta estabilidade é o reflexo da frustração da população, causada pela demora na aprovação das reformas, o que resulta na queda das expectativas, tanto do consumidor, quanto do empresário”, explicou Assumpção Júnior. “O consumidor final, pessoa física, foi mais impactado por essa quebra de expectativa, mantendo-se cauteloso e postergando a decisão de compra.”

PESADOS

Enquanto as vendas de automóveis e comerciais leves cresceram 11,1% no acumulado do ano até maio, para 1,035 milhão de unidades, o segmento de caminhões e ônibus vem registrando crescimen­to bem mais consistente.

As vendas de caminhões somaram 39 mil unidades nos cinco primeiros meses do ano, alta de 47% ante igual período de 2018. Na passagem de abril para maio houve alta de 8,3%, para 9,2 mil emplacamentos.

O resultado reflete o movimento de investimentos das empresas em frotas próprias, na esteira da elevação de custos de logística decorrentes do tabelamento do frete. Também foi puxado pelo agronegócio.

O tabelamento do frete foi instituído por lei em agosto de 2018, após a greve de cami­nhoneiros que paralisou o país, em maio daquele ano. Levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), de 2018, estimou que os gastos com transporte rodoviário subiram em média 12% após a medida.

O segmento de ônibus, por sua vez, registrou crescimento de 72,9% nas vendas nos cinco primeiros meses deste ano, pa­ra 10,4 mil unidades. Na passagem de abril para maio, porém, houve queda de 2,2%, para 2,1 mil emplacamentos.

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