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Menino de três anos é 15ª vítima em Niterói após deslizamento

Menino de três anos é 15ª vítima em Niterói após deslizamento
A área do acidente não era considerada de alto risco, segundo a prefeitura. Foto: Jose Lucena/Futura Press/Folhapress

Morreu neste domingo (11), a 15ª vítima do deslizamento de terra no Morro da Boa Esperança, em Niterói. Resgatado com vida, Arthur Caetano Carvalho, 3 anos, não resistiu aos ferimentos. O garoto havia sido levado, no sábado, ao hospital estadual Azevedo Lima em estado gravíssimo.

Segundo o hospital, a situação do menino piorou e ele teve uma parada cardíaca, com múltipla falência dos órgãos. Sua irmã de dez meses, Nicole Caetano Carvalho, também morreu no deslizamento. Entre as vítimas do deslizamento, sete pertenciam à mesma família.

De acordo com o prefeito Rodrigo Neves (PDT), a área do acidente não era considerada de alto risco. Neste domingo, em entrevista, o pedetista afirmou que não havia indícios que apontassem a necessidade de obra no local, e a tragédia era “imprevisível”.

“Não havia obra de contenção a ser feita na encosta. Tínhamos um maciço de algumas milhares de toneladas que se deslocou. Nenhum órgão das três esferas de governo detectou essa comunidade como de alto risco”, afirmou.

O presidente do Departamento de Recursos Minerais do Rio de Janeiro, Wilson Giozza, disse que no estudo realizado pelo governo estadual na região, em 2012, o Morro da Boa Esperança não estava entre as áreas de risco.

Foi com base nesse estudo que a Defesa Civil estadual instalou 30 sirenes para alertar moradores sobre deslizamentos. O Morro da Boa Esperança, por não estar na lista, não possuía o dispositivo. “Esse acidente ocorreu em uma área de baixa previsibilidade”, disse Giozza.

A prefeitura informou que fará um convênio com o estado para realizar estudos de avaliação de risco nas comunidades de Niterói, além de instalar sirenes no Morro da Boa Esperança e em outros locais.

Moradores do Morro Boa Esperança relataram à Globonews, no sábado, que 17 casas haviam sido interditadas pela Defesa Civil por causa do risco de deslizamento, entre as quais as sete atingidas.

Segundo as famílias, o órgão notificou as famílias, afirmando haver possível “risco imediato”. Mesmo assim, os moradores não foram removidos.

Neste domingo, porém, o coordenador da Defesa Civil de Niterói, Walace Medeiros, não confirmou que as casas tenham sido interditadas antes do deslizamento.

As buscas pelas vítimas foram encerradas pelos Bombeiros às 5h deste domingo, quando não havia mais relatos de pessoas desaparecidas.

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