Arte & Lazer, Música

Maykel Amaral lança novo trabalho em show gratuito no Teatro Clara Nunes

Maykel Amaral lança novo trabalho em show gratuito no Teatro Clara Nunes
Maykel: “toco músicas que falam com a alma da gente”. Foto: Divulgação

O cantor sertanejo Maykel Amaral escolheu Diadema, cidade onde nasceu e mora, para o lançamento de seu novo trabalho, “Acredite”. No próxi­mo domingo (27), o músico levará ao palco do Teatro Clara Nunes clássicos como “Telefone Mudo”, “Índia” e “Tocando em Frente”, além de novidades. Durante o show, gratuito, será gravado seu primeiro DVD solo.

Antes de se lançar na carreira solo, Maykel fez dupla com Caetano Carreiro, filho do saudoso Peão Carreiro. Durante os seis anos de trabalho a dupla gravou três CDs e um DVD. Porém, desde 2014 Maykel segue carreira solo com o nome artístico próprio.

Na quarta-feira, durante os últimos ajustes para o show deste domingo, o músico recebeu a reportagem do Diário Regional. Confira a entrevista:

O que te despertou para a música?

Comecei garotinho, vendo meus tios e meu pai tocando. Gastava muito de música e acabei me envolvendo com a arte. Fiquei muito contente quando ganhei meu primeiro instrumento, que foi por meio de uma rifa: era um bandolim de oito cordas, mas como eram muitas cordas e eu tinha apenas quatro dedos para tocar (rsrs), tirei quatro e fiz do bandolim um cavaquinho. Foi assim que tudo começou.

Como migrou do cavaquinho para os outros instrumentos?

Posteriormente, ganhei um cavaquinho de verdade, depois passei para o violão, contrabaixo e os outros instrumentos que toco hoje, dentre os quais a viola caipira.

Por que escolheu Diadema para lançar seu novo trabalho?

Sou nascido, criado e moro em Diadema. Então, Diadema é minha casa. O me motivou a lançar meu trabalho aqui é o que me motiva todos os dias: o carinho com que a gente é trata­do por esta cidade. Pelas pessoas, pelos administradores do teatro. Pela Casa da Música nos receber tão bem. Tenho sede de mostrar para o Brasil que Dia­dema tem muita coisa boa.

Hoje você vive somente da música?

Sim. Vivo da música. Respiro música. A música é a minha motivação em tudo. Antes fui executivo de um banco. Sou administrador de empresas, mas em 2009, quando teve a fusão do banco (Itaú-Unibanco), passei a viver somente da música.

Nos últimos tempos você passou por grande transformação…

Tive uma dupla durante muito tempo com o filho do saudoso Peão Carreiro, que chamava Caetano Carreiro e Patrício. Quando nos separamos, no final de 2014, fui seguir carreira solo. Aprovei­tando o ensejo de ter cantado durante muito tempo com o filho do compositor de “Telefone Mudo, “Porta do Mundo”, “Tchau Amor”, entre outras canções, pensei: ‘não vou parar agora no meio do caminho’. Porém, sempre tive problemas com os donos das casas (onde me apresentava) porque eu era bem fortinho. Pesava 150 quilos e isso me prejudicava um pouco quanto a minha imagem, não quanto ao meu trabalho. Hoje, as pessoas querem garotão, ‘bombadinho”, e isso me motivou a fazer redução de estômago e eliminar 80 quilos. A partir disso, como já estava em processo de mudança, decidi inovar um pouco meu estilo de trabalho. Decidi inovar por inteiro.

Qual a diferença do seu último trabalho para os outros?

Meu último trabalho solo era gospel, porque sou cristão, e surgiu essa oportunidade de fazer esse trabalho novo com DVD pela Pri Cardoso Multimídia.

Tem alguma música em especial?

“Quer namorar comigo”, que é uma música que marcou a minha história. É de um amigo, Paulinho Levi. Tem ainda “Ligar pra Esse”, que também é de um amigo, o Gabriel. Essas duas são as minha preferidas.

Qual é seu público?
Trabalho desde a música de raiz às mais atuais. Meu público é aquele composto por avós, pais e, agora, os filhos, que gostam da música sertaneja. Trago a influência do meu pai. Inclusive, nos shows toco uma música com viola e violão em homenagem a meu pai, que fala de saudade. Busco, também, o público que está carente de memórias, de valores. Hoje tudo é descartável.

A família tem forte influência em sua vida?

Sou uma pessoa que preza os valores. A família é muito importante. Hoje, alguns nem se lembram que têm avós. Res­peitar os pais é muito importante. Nessa mesma linha, a raiz é importante. Toco músicas que falam com a alma da gente. Tem músicas que não se sabe sobre o que está falando. Minhas músicas têm conteúdo, falam de família e valorizam a cidade.

Serviço – Maykel Amaral e banda. Data e hora: domingo (27), às 19 horas. Local: Teatro Clara Nunes, Rua Graciosa, 300 – Centro. Mais informações: 99461-8483; 97509-6045 e https://www.facebook.com/maykelamaralcantor.

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