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Mauá vive onda de ataques a equipamentos municipais

Mauá vive onda de ataques a equipamentos municipais
Museu registrou cinco casos de vandalismo em dois meses. Foto: Divulgação

Mauá vive uma onda de ataques a equipamentos municipais. Escolas, Unidades Básicas de Saúde e mais recentemente o museu Barão de Mauá, que funciona em um prédio tombado pelo patrimônio histórico, foram alvos de vandalismo. Coincidência ou não, a cidade vive um momento político de bastante indefinição, após a prisão do prefeito Atila Jacomussi (PSB), em 10 de maio, e seu posterior afastamento do cargo em 15 de junho, quando foi colocado em liberdade. A vice-prefeita, Alaíde Damo (MDB), está interinamente no cargo.

O caso mais recente de ataque foi contra o museu Barão de Mauá, ocorrido nos dias 22 e 23 de junho. Segundo informações da integrante do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico de Mauá (Condephaat-Ma), Vanessa de Jesus, o local já registrou cinco casos de vandalismo apenas nos últimos dois meses.

“Estava ocorrendo uma exposição no museu, que foi suspensa, por falta de segurança”, explicou a conselheira. No episódio de vandalismo ocorrido no mês passado, a área afetada foi a administração. “Levaram equipamentos de infraestrutura e apoio, vandalizaram bastante a cozinha, roubaram dois botijões de gás, o micro-ondas e outros utensílios”, completou.

O ataque ocorreu em dois momentos, na madrugada de sexta para sábado (22 para 23) e de sábado para domingo (23 para 24). “Também tentaram arrombar o prédio museu propriamente dito, onde fica nosso acervo. O museu funciona em uma casa colonial do século 18, tombada pelo patrimônio histórico municipal e estadual. Precisamos que a memória da cidade seja preservada”, pontuou, destacando que é preciso mais segurança nos equipamentos.

Em março deste ano, uma escola municipal foi vandalizada. Em junho, duas Unidades Básicas de Saúde (UBS), no Jardim Feital e no Oratório, foram invadidas e tiveram as instalações depredadas. Sobre as UBSs, cujo caso foi noticiado em 12 de junho pelo Diário Regional, a prefeitura informou, por meio de nota, que “a administração reprova atos de vandalismo como estes e trabalha para combater ocorrências desta natureza. A GCM (Guarda Civil Municipal) reforçará a patrulha nos locais”. A prefeitura não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre a invasão do museu.

O vereador Marcelo de Oliveira (PT), usou a tribuna da Câmara na última terça-feira (26) para cobrar medidas da administração municipal. “Tanto no caso das escolas municipais como nas UBS, assim como também no museu Barão de Mauá, o que se verifica é a inexistência de rondas ostensivas da GCM e da PM nos locais, inclusive com a falta de vigilância no período noturno, quando ocorre a maioria dos furtos e vandalismo”, destacou. “Lamentamos profundamente os ocorridos e exigimos da prefeitura o mais rápido possível uma solução para coibir os crescentes atos de vandalismo contra esses e demais espaços públicos”, concluiu.

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