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Mauá e Sabesp discutem empresa tripartite para gestão da água

Mauá e Sabesp discutem empresa tripartite
Atila Jacomussi: “o que estamos fazendo agora, nenhum prefeito fez antes, para resolver a questão da dívida deixada pelo PT”. Foto: Arquivo

A Prefeitura de Mauá, o Saneamento Básico de Mauá (Sama) e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) caminham para uma solução com relação à dívida da autarquia com a estatal, atualmente em R$ 2,6 bilhões. As partes discutem a criação de uma empresa tripartite, que contaria também com a BRK Ambiental, concessionária que coleta e trata o esgoto da cidade.

O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), esteve ontem (18) com o governador Márcio França (PSB) e, entre outros assuntos, tratou da questão do abastecimento. “Temos algumas coisas para discutir antes, como o acesso ao controle financeiro das contas de água. Porém, o importante é que uma das condições para a criação da empresa é o perdão da dívida do Sama com a Sabesp”, destacou Atila. O prefeito afirmou que a Sabesp vai investir no sistema de saneamento das regiões atendidas, com a troca da rede de tubulações.

Abastecimento

O prefeito informou na última terça-feira (17) que a Sabesp vai abastecer diretamente cerca de 55 mil clientes nas áreas de divisa entre São Paulo e Mauá. De acordo com o chefe do Executivo, o acordo deve ser assinado em duas semanas e faz parte das negociações entre o Sama e a Sabesp sobre os débitos.

Segundo Atila, depois que for assinado o termo de cooperação, leva de 30 a 40 dias para que a Sabesp passe a abastecer os moradores dos bairros Silvia Maria, Sonia Maria, Oratório e Santa Cecília. Dessa forma, a vazão para o Sama e, consequentemente, a distribuição para os outros clientes seria aumentada. A proposta de abastecer parte da cidade já havia sido feita pelo presidente da Sabesp, Jerson Kelmann, em 22 de março.

“O que estamos fazendo agora, nenhum prefeito fez antes, para resolver a questão da dívida deixada pelo PT”, declarou o prefeito. “Já conseguimos resolver o problema da falta de água. A Sabesp aumentou a vazão que estava entre 930 e 920 litros por segundo para 1.320 l/s e isso vai aumentar ainda mais com o abastecimento dos bairros na divisa”, disse.

Ainda de acordo com o prefeito, a Sabesp também se comprometeu a investir no sistema de abastecimento da cidade. “Estamos trabalhando na retomada do controle fiscal para que isso aconteça. Hoje, é a BRK Ambiental quem controla todo o recurso recebido com as contas de água. A prefeitura sequer tem conhecimento e estamos negociando o compartilhamento dessas informações.”

Na próxima segunda-feira (23), também segundo o socialista, será cancelada definitivamente a Parceria-Público Privada que concedia o abastecimento de água para a BRK Ambiental (antiga Odebrecht). A assessoria de imprensa do governo do Estado confirmou, por meio de nota, que “o governador orientou a Sabesp a estabelecer negociações com o município para que bairros localizados na divisa entre Mauá e São Paulo passem a ser atendidos diretamente pela companhia”. A reportagem não conseguiu contato com a BRK Ambiental.

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